Que tal transformar vidas sendo padrinho ou madrinha de uma criança autista? É isso que propõe a deputada Edna Auzier (PSD), que apresentou na Assembleia Legislativa do Amapá (Alap) o Projeto de Lei nº 0088/2025, que institui o Programa “Apadrinhe um Autista – Padrinho do Amor”.
De acordo com a justificativa do projeto, o apadrinhamento não se confunde com a adoção. “De forma simplificada, podemos definir como um programa voltado para crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), que vivem em instituições de acolhimento, para que tenham a oportunidade de convivência familiar”, afirmou Edna Auzier.
O objetivo é promover vínculos com pessoas que se disponham a ser padrinhos e madrinhas, sejam “afetivos ou financeiros”. O apadrinhamento financeiro corresponde a uma contribuição econômica para atender às necessidades da criança ou adolescente, sem necessariamente criar vínculos afetivos. Já o apadrinhamento afetivo, como o próprio nome indica, envolve uma troca emocional, criando laços com a criança ou adolescente com TEA. “Aquele que apadrinha não terá a guarda; esta continuará sendo da instituição de acolhimento. Da mesma forma, essas crianças e adolescentes estarão cientes do programa do qual fazem parte, assim como os padrinhos e as famílias afetivas ou financeiras”, explicou a deputada.

Segundo o texto, o candidato a padrinho ou madrinha deverá ser maior de 18 anos e ter, no mínimo, 16 anos de diferença em relação à criança ou adolescente. O interessado passará por uma avaliação psicossocial. “Precisamos de mais padrinhos e madrinhas do Amor, que queiram proporcionar oportunidades às nossas crianças e adolescentes com TEA, dividindo com eles mais vida, valores familiares, lazer, cuidados e muito amor. As políticas públicas são um conjunto de esforços do Estado, da família e da sociedade”, concluiu Edna Auzier.
