DENÚNCIA
BAIXADA DA MARIONA
Moradores denunciam abandono pelo poder público do canal que corta o logradouro

“Pois, durante a chuva, como é fim de ladeira, as águas da Avenida Guanabara desaguam no canal da Baixada da Mariona, e a enchente é rápida e tudo vai pro fundo e as fossas sanitárias transbordam e retornam pelo vasos sanitários e a residência fica contaminadas. Isso é uma situação de saúde pública.”.

Com aproximação do inverno amazônico, os moradores de entornos de canais e igarapés que cortam a capital amapaense, começam a se preocupar com as enchentes e alagamentos de suas residências.

No Bairro do Pacoval que tem seus limites geográficos com o Rio Amazonas e tem suas ruas e avenidas cortados por múltiplos canais, onde o maior é o Canal do Jandiá que recebe o deságuo de outros canais menores.

Esses canais, infelizmente não cumprem sua finalidade natural, que é esfriar a temperatura, pois são invadidos por residências que o utilizam com descarga sanitária e domestica e muitos são feitos de lixeiras o que prejudicam os moradores que tem suas residências fixadas legalmente.

O Canal do Jandiá, é um dos que sofreram com invasões e construções de residências dentro do seu leito e com uma ação em 2018, da Justiça Federal que terminou a retirada imediata de mais de 400 famílias ali fixadas e a doação de apartamentos do Conjunto Macapaba II. Porém, o Governo estadual removeu somente 200 famílias e as restantes continuam residindo no local.

Batizada pelos moradores como “Baixada da Mariona”, a pequena área está em terreno de aclive, ao final da Rua Guanabara., que tem um pequeno canal que desagua no Canal do Jandiá, mas devido o abandono pelo poder público municipal, há décadas, está com leito assoreado e matagal e servindo de lixeira viciada.
Essa denúncia feita pelos moradores do local que estão preocupados com a aproximação do inverno amazônico e consequentemente terão alagamentos em suas residências.

O empresário João Victor Silva Marques que tem uma residência familiar no local há mais de 20 anos denuncia que a limpeza do local não acontece há anos. Por causa disso, a população precisa conviver com insetos, mau cheiro e alagamentos em dias de chuva.
“Essa situação esta há anos, passa prefeito e nada resolvido. Tinha um projeto de desocupação que não foi cumprido com os moradores dessa área. Já gastei 30 carradas de aterros e nada foi resolvido. Pois, durante a chuva, como é fim de ladeira, as águas da Avenida Guanabara desaguam no canal e a enchente é rápida e tudo vai pro fundo e as fossas sanitárias transbordam e retornam pelos vasos sanitários e a residência fica contaminadas. Isso é uma situação de saúde pública.”.
Um morador que reside em frente ao canal e reclama que a prefeitura não faz manutenção com frequência. “Eles não vêm fazer o trabalho do canal. No local tem mosca, mosquito da dengue e fica ruim para o comércio", afirmou o morador, que também conta que a própria comunidade não colabora com a limpeza alegando que as pessoas jogam lixos dos mais diversos tipos na rua.
Os moradores acreditam que para melhorar a situação é necessário ser feito um serviço mais amplo. "O leito do canal está assoreado, pois recebe a areia de lá de cima da Avenida Guanabara. Porque se só tira a daqui, quando chove, a de lá desce e acumula de novo", comentou.
