O calendário eleitoral do Conselho Regional de Farmácia do Amapá reacende um debate central para a categoria: como posicionar o profissional no centro da rede de cuidados, ampliar a fiscalização e responder às novas exigências da saúde digital. A candidata Prof.ª Nádia Soares, identificada com o número 13, apresenta uma plataforma que combina defesa corporativa, formação permanente e compromisso social, buscando atrair farmacêuticos da capital e do interior.
No eixo da valorização profissional, a proposta destaca um programa estadual de apoio a recém-formados. A ideia é oferecer mentorias, trilhas de capacitação e orientação para inserção no mercado, reduzindo o descompasso entre a formação acadêmica e a prática em serviços públicos e privados. A candidatura também promete fortalecer a fiscalização ética e técnica, reforçando inspeções e a orientação às unidades para garantir segurança, rastreabilidade e qualidade no cuidado ao paciente.
A educação continuada aparece como peça-chave. Nádia propõe uma plataforma digital gratuita com cursos em farmácia clínica, prescrição farmacêutica, saúde digital e gestão, além de parcerias com universidades e indústrias para pesquisa aplicada. Para superar a barreira geográfica, a agenda inclui workshops itinerantes nos municípios do interior, levando atualização a profissionais que atuam longe dos grandes centros e expandindo a discussão sobre protocolos, indicadores e boas práticas.
No campo da responsabilidade social, a chapa defende campanhas permanentes de educação em saúde, com foco em uso racional de medicamentos, prevenção de doenças crônicas e vacinação. O plano prevê parcerias com associações comunitárias para ofertar serviços como aferição de pressão e testes rápidos em áreas de difícil acesso. A proposta de farmácia solidária, baseada na arrecadação e redistribuição legal de medicamentos, busca combater o desperdício e ampliar o acesso com controle e transparência.
A mensagem que acompanha o “Vote 13” é de construção coletiva: um conselho mais próximo do cotidiano das farmácias, das unidades básicas e dos hospitais, que dialogue com gestores e acadêmicos, mas mantenha o paciente no centro. Ao prometer integrar defesa profissional, desenvolvimento científico e impacto social, a candidatura tenta traduzir em votos uma pauta que mira, ao mesmo tempo, qualidade assistencial, oportunidades de carreira e reconhecimento do papel do farmacêutico na vida da população.
