“Construir consenso em torno do Amapá”
Clécio Luís dá início ao processo de transição e garante que fará um governo articulado com todos os agentes políticos e a sociedade

"Vamos trabalhar em função dos clamores do povo", diz governador eleito do Amapá
O governador Waldez Góes (PDT) recebeu na manhã da quinta-feira (13.10) o governador eleito Clécio Luís (Solidariedade) e o vice-governador eleito Antônio Teles Junior (PDT) para uma primeira reunião de alinhamento das estratégias de cumprimento do cronograma do Processo de Transição de Governo e logo após foi realizado uma coletiva de imprensa no Palácio do Setentrião, em Macapá.
Na ocasião o atual governador e o governador eleito apresentaram os membros da Comissão de Transmissão do Mandato Governamental, por parte do Governo do Estado para que os serviços sejam feitos com mais tranquilidade e transparência, focando notadamente em cinco eixos: economia, infraestrutura, defesa social, gestão e assessoramento jurídico.

Pelo lado do atual governo a equipe de transição é a seguinte: Narson Galeno (PGE), Eduardo Tavares (Seplan), Joel Nogueira (Transparência), Marcelo Roza (Gabinete Civil), Gilberto Ubaiara (Comunicação) e Regina Duarte (Sead).
Equipe do governador eleito Clécio Luís: Teles Junior, Djalma do Espírito Santo, Rodolfo Vale, David Covre e Jorge Pires.

“Quero agradecer a presença do governador eleito e sua equipe que deverá compor a Comissão de Transição e aos nossos secretários aqui presente que deverão participar dessa equipe. Quero agradecer a presença da imprensa, nosso muito obrigado. É fundamental que vocês acompanhem passo a passo, pois assim fazendo, nós teremos a certeza que todo esse processo transparente, eficaz e seguro. E que vai garantir que nenhum problema de continuidade de transição de governo de um governo que se conclui para um governo que se inicia. Porque chegarão essas informações a toda a sociedade amapaense. ”
Waldez Góes reforçou que sabe da capilaridade que a imprensa tem através das rádios, televisão, redes sociais. “A imprensa tem um importante papel na democracia, é importante que estejam aqui quantas vezes forem necessárias para que o povo e o governo que se encerra e o que se inicia estarão acompanhando e transmitindo essas informações”.

Waldez Góes, informou que o Gabinete Civil irá coordenar todo o processo e a parte física acontecerá na Procuradoria Geral do Estado (PGE), com toda a estruturação tecnológica necessária. Os eixos serão os previstos nos Planos Plurianual, nas Leis Orçamentárias, Leis de Diretrizes Básicas que o governo vem executando. “Temos um eixo que é toda a visão dos Processos Jurídicos que o governo tem. O Estado tem relação contratuais com o governo federal. Tem muitas emendas em execução, sejam individuais ou de bancada. Muitos recursos extra orçamentários. Programas do Governo Federal estabelecidos nessas relações contratuais. Como o governo estadual tem com entes municipais. Entendemos assim que essas relações contratuais tem que ser 100% visualizadas pelo novo governo”.

O gestor também disse que vai continuar governando até o último dia, 31 de dezembro, fazendo entregas, inaugurações e transferindo as informações necessárias para o governador eleito Clécio Luís e equipe, para que não haja nenhum problema de solução de continuidade.
Por fim, Waldez Góes fez questão de informar que os contratos e convênios que o estado tem com os 16 municípios do Amapá e com o governo federal não estarão todos concluídos até 31 de dezembro, porém todas as informações sobre eles estão catalogadas e serão do conhecimento do novo governo.
GESTÃO WALDEZ GÓES
Na ocasião o governador Waldez Góes destocou sua decisão de ficar no governo do Estado. Era o de poder fazer o que está sendo feito. “É histórico, se voltarmos no tempo, a primeira transição foi do governo do Comandante Barcellos para o governo João Capiberibe. Na verdade, não houve transição, pois foi uma peleja grande ali. Do governo Capiberibe ele se afasta e a professora Dalva assumiu e a legislação já garantia quem assume já o faz com as condições de ser candidato a reeleição. Na verdade são nove meses de governo envolvido em processo eleitoral, puro e simplesmente. E eu ganhei essas eleições, agora imaginem o clima de transição, quase não houve e assim sucessivamente. Eu também me afastei do governo e o Pedro Paulo perde as eleições e le não consegue fazer uma transição mais tranquila ao vencedor que foi o Camilo Capiberibe. Depois eu ganho do Camilo e desapareceu. É importante um governo receber essas informações, principalmente para a sociedade”, discorreu Waldez Góes.
Em regra nesses 32 anos de implantação de Estado do Amapá acontece a chance, a oportunidade das equipes do governo que sai e o inicia de realizar uma primeira transição. “Estou no fim de um período de governo de dois mandatos e tenho a obrigação e a responsabilidade junto com a minha equipe de garantir ao governador Clécio e ao vice Teles Jr e a toda a sociedade amapaense, que em primeiro turno, os elegeu, transparência, eficácia, controle, cumprimento das regras acrescida pelos órgãos de controle. Informações para que não haja nenhuma continuidade. Aquilo que é natureza da administração até 31 de dezembro e no 1º de janeiro que começa um novo governo que teve seu projeto de governo aprovado pela população e tenha condições de pô-lo em pratica”.
Na sexta-feira (7) foi publicado o Decreto que cumpre o que é exigido pelos órgãos de controle e tem um calendário estabelecido para o processo de Transição. O governador Waldez Góes informou que foi antecipado esse processo que normalmente acontece no mês de novembro. Mas, com as eleições já decidas em primeiro turno, o processo foi antecipado, garantindo assim um maior período para o trabalho da comissão.