O prefeito de Oiapoque, Inácio Monteiro, acompanhou a realização do Casamento na Comunidade, promovido pelo Tribunal de Justiça do Amapá. A iniciativa reúne casais que desejam oficializar a união civil sem custos e é considerada uma ferramenta de inclusão social, ao garantir acesso à formalização do casamento para famílias de baixa renda.
Os casamentos comunitários têm amparo na legislação brasileira e permitem que a habilitação, o registro e a primeira certidão sejam feitos gratuitamente para quem declara não ter condições financeiras de arcar com as despesas. O Código Civil prevê essa isenção para pessoas cuja pobreza for declarada sob as penas da lei, enquanto o Conselho Nacional de Justiça e tribunais estaduais mantêm ações periódicas para ampliar o acesso ao serviço.
Na prática, a gratuidade reduz a burocracia e assegura benefícios concretos aos casais, como segurança jurídica, reconhecimento da união perante a Justiça e acesso a direitos previdenciários e patrimoniais. Em muitos casos, a formalização facilita inclusive a inclusão em programas sociais e a organização documental da família.
Segundo as informações disponíveis, o casamento civil gratuito pode ser solicitado por meio de declaração de hipossuficiência, apresentada no cartório com documentos pessoais e, em geral, a presença de duas testemunhas. Em eventos comunitários, porém, os atos de registro costumam ser integralmente gratuitos, sem cobrança de taxas, como forma de política pública de cidadania.
Ao comentar a ação, Inácio destacou que a iniciativa vai além do gesto simbólico. Para o prefeito, o casamento comunitário representa dignidade, proteção legal e realização de um sonho para casais que muitas vezes adiam a formalização por falta de recursos. Em municípios do interior, esse tipo de ação costuma reunir forte adesão e ser visto como uma oportunidade de consolidar vínculos familiares com apoio institucional.
Com a participação da gestão municipal e do Tribunal de Justiça, Oiapoque reforça uma agenda de acesso à cidadania que aproxima o poder público da população e transforma um ato civil em reconhecimento social e garantia de direitos.
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