Em um passo considerado histórico para os municípios do estado, o governador Clécio Luis sancionou a Lei Complementar Estadual nº 0178/2025, que institui novas regiões metropolitanas e consolida mecanismos de integração entre os municípios amapaenses. A iniciativa, celebrada pela Associação dos Municípios do Estado do Amapá (AMEAP), visa aprimorar o planejamento conjunto nas áreas de saúde, educação, transporte e infraestrutura.
Pela nova normativa, o estado passa a contar com regiões metropolitanas estruturadas em territórios como Vale do Jari, Lagos, Norte do Estado, Vale do Amapari, Vale do Araguari e Leste do Estado, reunindo cerca de um milhão de habitantes em toda a sua abrangência. A proposta, que altera a Lei Complementar nº 0021/2003, foi aprovada na Assembleia Legislativa do Estado do Amapá (ALAP) e agora abre caminho para uma gestão socioterritorial mais integrada entre os entes municipais e o governo estadual.
Segundo o presidente da AMEAP, Carlos Sampaio, a nova legislação representa “um marco para o Amapá. Juntos, vamos crescer de forma integrada e sustentável!”. Em nome da Assembleia Legislativa, a presidente Alliny Serrão e os parlamentares que apoiaram o projeto também foram agradecidos pelo presidente da entidade municipalista.
A lei abrange, em sua essência, três eixos principais: a ideia de planejamento regional conjunto, a execução de funções públicas de interesse comum e a redução das desigualdades entre municípios vizinhos. Com isso, será possível, por exemplo, promover ações integradas de transporte público, infraestrutura viária, saneamento e políticas de saúde que atendam não apenas a um município, mas à região como um todo.
Especialistas em gestão municipal apontam que essa forma de organização — com regiões metropolitanas definidas por lei complementar — permite uma atuação mais eficiente dos entes federados, seja para captação de recursos federais, seja para articulação de políticas públicas em escala supramunicipal. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), regiões metropolitanas são compostas por agrupamentos de municípios limítrofes instituídos por legislação estadual, o que lhes confere tratamento diferenciado para planejamento e gestão.
Para os municípios do Amapá, a expectativa agora é de que o novo arcabouço legal promova maior austeridade administrativa, melhor coordenação técnica e ganhos de escala em projetos que antes eram fragmentados. A AMEAP já anuncia que trabalhará com os gestores municipais para definir os consórcios públicos intermunicipais, fóruns de governança regional e planos estratégicos que aproveitem a nova estrutura jurídica.
Com a sanção da Lei Complementar nº 0178/2025, o Amapá dá um passo importante rumo à modernização da gestão pública local, reforçando a cooperação entre municípios e Estado e abrindo caminho para um futuro com mais integração, eficiência e impacto positivo direto na vida da população.
