Ao participar da sessão ordinária especial da Assembleia Legislativa realizada durante a 54ª Expofeira do Amapá, o presidente da Associação dos Municípios do Estado do Amapá (Ameap), Carlos Sampaio, sinalizou uma agenda comum entre prefeituras e Parlamento: fortalecer o municipalismo e alinhar políticas de desenvolvimento que cheguem com rapidez ao cidadão. O gesto soma simbolismo e pragmatismo em um evento que concentra decisões e anúncios com impacto direto sobre a economia regional.
A sessão no Parque de Exposições da Fazendinha, que concentra a programação da feira entre 30 de agosto e 7 de setembro, teve caráter deliberativo e itinerante, aproximando o Legislativo de produtores, cooperativas e gestores locais. Nesse ambiente, deputados aprovaram um pacote de propostas com foco no campo, incluindo diretrizes para fortalecer o cooperativismo da agricultura familiar, eixo estratégico para geração de renda e abastecimento interno. A medida integra um conjunto de 13 projetos votados no plenário instalado no parque.
A presença de Sampaio reforçou a mensagem de coordenação federativa: municípios como porta de entrada de políticas públicas, Assembleia como articuladora de marcos legais e o Governo do Estado como indutor de investimentos. Ainda no âmbito da feira, houve assinatura de convênios que estimulam a transição energética residencial de servidores, sinalizando que a pauta do desenvolvimento sustentável não se restringe ao agro, mas alcança também eficiência e redução de custos nas cidades.
Ao apostar nesse modelo de cooperação, a Ameap busca transformar a vitrine da Expofeira em fórum permanente de pactuação. Para prefeitos, o momento é de acelerar obras, desburocratizar crédito, ampliar assistência técnica e integrar cadeias produtivas, do açaí ao pescado. Para deputados, é oportunidade de testar, em contato direto com o público, soluções legislativas que destravem gargalos históricos. Com público numeroso, entrada gratuita e foco em negócios verdes, a feira consolida o Amapá como nova fronteira de crescimento com responsabilidade social e ambiental.
Em síntese, o recado que sai da sessão especial é claro: diálogo e cooperação não são apenas palavras de ocasião, mas ferramentas para transformar decisões em entregas no território amapaense — do plenário montado na Fazendinha às comunidades que aguardam políticas efetivas no dia a dia.
