Veja quais são os compromissos assumidos pelos principais líderes do mundo na cúpula do clima
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Líderes de 40 países se reúnem em uma cúpula para estabelecer novas metas de redução de emissões de gases responsáveis pelo efeito estufa e outras políticas de combate à mudança climática.

Metas para redução de emissões podem trazer investimentos para a agricultura brasileira, afirma professor da CNA
Começou na quinta-feira, 22, a Cúpula de Líderes sobre o Clima. Governantes de 40 países participaram do evento que discute novas metas para reduzir a emissão de gases responsáveis pelo aquecimento global no planeta.
No encontro, o presidente Jair Bolsonaro prometeu reduzir emissões e pediu "justa remuneração" por "serviços ambientais" prestados pelo Brasil
EUA: redução de 50% das emissões até 2030, zero emissões em 2050
O presidente Joe Biden, que organizou e abriu o encontro dos líderes, afirmou que os Estados Unidos, responsáveis por 15% das emissões globais, têm um plano para cortar em 50% as emissões de gases de efeito estufa até o ano de 2030.
Biden fez um discurso em que salientou diversas vezes a necessidade de criar uma economia verde, com infraestrutura e empregos sustentáveis.
"É uma oportunidade para criar empregos e por isso proponho um grande investimento para a aproveitar as oportunidades. Quero construir uma infraestrutura crítica para energia", disse ele.
O custo de não agir para atacar a mudança climática, afirmou o americano, só aumenta.
"A realidade que virá se não nos mexermos, não podemos nos entregar. Manter o mundo em um caminho sustentável depende disso. O bem-estar dos trabalhadores, a força da economia depende disso", ele afirmou.
Ele pediu explicitamente para que os países sejam ambiciosos na suas metas de redução de emissão de gases para que o aquecimento global não ultrapasse da meta de 1,5ºC.
China: deixar de usar carvão como fonte de energia
Xi Jinping, da China, afirmou que o país vai limitar o consumo de carvão mineral como fonte de energia entre os anos de 2021 e 2025 e acabar com esse tipo de geração energética nos anos seguintes, com o fim total em 2030.
No ano passado, Xi já havia dito que o pico de emissões da China se dará antes de 2030, e que a neutralidade será atingida em 2060.
"A China se comprometeu a antecipar o pico do carbono para a neutralidade em um tempo muito mais curto do que os países desenvolvidos levaram, e isso exige esforços extraordinariamente difíceis do país", ele disse.
Canadá: corte de 40% a 45% das emissões
Justin Trudeau, do Canadá, afirmou que o país já fez uma revisão de sua meta e que até 2030 o plano é cortar as emissões de 40% a 45% em relação ao nível de 2005.
"Seguiremos a jornada para emissões zero", disse ele. Trudeau ainda lembrou que o país proibiu alguns tipos de plástico e está plantando árvores.
Alemanha: neutralidade até 2050 e acabar com o uso de carvão mineral
Angela Merkel começou seu discurso dizendo que estava feliz ao ver que os EUA estão de volta. "O mundo precisa da sua contribuição", disse ela.