A Atenção Primária à Saúde voltou às salas de aula da comunidade de Livramento com um mutirão do Programa Saúde na Escola, envolvendo a Escola Municipal Cantinho do Saber, a Escola Estadual Mário Alves Meira e outras instituições locais. A mobilização levou avaliação clínica, atualização de cadernetas, educação em saúde e atividades de promoção do bem-estar, aproximando estudantes, famílias e profissionais da rede de cuidados. Ao integrar educação e saúde no cotidiano escolar, o PSE reforça o desenvolvimento integral dos alunos e estimula hábitos protetores que repercutem dentro e fora da escola.
As ações priorizaram temas recorrentes no calendário do programa, como verificação de situação vacinal, saúde bucal, visão e audição, além de rodas de conversa sobre saúde mental, prevenção de violências e cultura de paz. Em turmas do ensino infantil e fundamental, foram realizadas oficinas lúdicas de higiene das mãos e combate ao mosquito Aedes, com material pedagógico que facilita a aprendizagem por meio de jogos e dramatizações. Nas escolas de Livramento, as equipes também mapearam estudantes com sinais de agravos ou necessidades específicas, garantindo encaminhamento para a unidade de referência quando indicado.
O PSE opera por ciclos e metas pactuadas com a rede municipal de ensino, o que permite planejar visitas periódicas, acompanhar indicadores e ajustar estratégias de acordo com o território. Em 2025, a agenda nacional dá ênfase à vacinação em ambiente escolar e à retomada de projetos contínuos de promoção da saúde, reforçando o papel das escolas como espaços de cuidado e cidadania. Para os profissionais da Atenção Primária, a presença no ambiente escolar amplia o alcance das ações, reduz barreiras de acesso e qualifica o diálogo com professores e famílias, condição essencial para que orientações se transformem em práticas sustentáveis.
Em Livramento, a experiência mostra que a escola é porta de entrada privilegiada para identificar vulnerabilidades, fortalecer vínculos e acelerar respostas do sistema de saúde. Quando a visita termina, ficam pactuadas tarefas simples — como completar esquemas vacinais, agendar consultas, organizar escovação supervisionada e manter atividades educativas — que garantem continuidade ao trabalho. A soma de pequenos passos cria um círculo virtuoso: alunos mais saudáveis, famílias informadas, professores apoiados e uma comunidade mais consciente e preparada para cuidar de suas crianças e adolescentes.
