A Prefeitura de Amapá, por meio de operação emergencial articulada com o Governo do Estado, levou nesta terça-feira, 4 de novembro de 2025, nova remessa de água potável à comunidade ribeirinha do Sucuriju. O secretário municipal interino de Assistência Social, Delean Gonçalves, acompanhou o embarque junto ao presidente da Colônia Z-4 da localidade, Ozéas Maciel, reafirmando o compromisso da prefeita Kelley Lobato em garantir atendimento digno e urgente para os moradores. A ação conta com o apoio da deputada estadual Dayse Marques, do presidente da AMEAP, Carlos Sampaio, e das secretarias municipais de Obras, Saúde e Assistência Social.
Localizada na foz do rio Amazonas, a comunidade do Sucuriju vive recorrente período de escassez de água potável, agravado pela estiagem severa e pela salinização dos mananciais naturais. As cisternas estão secas, o rio avança sobre águas doces e a captação se torna inviável — cenário que exige atendimento emergencial para assegurar o abastecimento. A prefeitura informou que mais 100 galões de 20 litros serão enviados ainda nesta semana, reforçando a mobilização para mitigar os impactos da crise hídrica e garantir o bem-estar das famílias.
O processo logístico envolve embarcações que transportam água e suprimentos por acesso fluvial, uma condição geográfica que exige tempo, planejamento e articulação interinstitucional. A presença dos servidores municipais e estaduais reforça a importância de parcerias entre níveis de governo para resolver problemas típicos de regiões remotas e isoladas. A matéria-prima entregue — água potável em grande volume — representa uma resposta imediata, mas também evidencia necessidade de soluções estruturais para a região.
Além da entrega, o atendimento demanda transparência e continuidade: cabe à prefeitura monitorar a distribuição, garantir que todos os beneficiados sejam atendidos, e manter a articulação para ações futuras. Também é essencial apostar em medidas de médio prazo, como instalação de sistemas de captação de água de chuva, dessalinização ou perfuração de poços profundos, para reduzir a dependência de ajuda externa.
Para os moradores da comunidade, essa iniciativa significa alívio imediato e reforço da cidadania. É um passo para garantir que o direito ao abastecimento de água — previsto na Constituição — chegue a locais tradicionalmente excluídos pela distância e pela infraestrutura precária. A ação da prefeitura reforça que, mesmo em locais remotos, a presença do Estado se faz necessária e pode impactar diretamente na qualidade de vida de cada habitante.
