O prefeito de Porto Grande, Elielson Moraes, emitiu um alerta importante à população sobre os transtornos causados pelo descarte inadequado de água de pias e lavagem diretamente nas ruas. Segundo ele, essa prática gera mau cheiro, prejudica o asfalto e traz riscos à saúde pública. Moraes enfatizou que moradores devem procurar a prefeitura antes de cavar sumidouros em seus quintais para que a equipe técnica possa orientar e acompanhar a execução correta e segura do serviço, contribuindo assim para o cuidado com as residências, as vias urbanas e o ambiente da cidade.
Porto Grande está localizado no estado do Amapá, com cerca de 18 mil habitantes e desafios significativos nos indicadores de saneamento básico. Dados de saneamento apontam que o município possui muito pouco acesso à água potável por rede geral de distribuição, com apenas cerca de 3,1% da população atendida por esse serviço, bem abaixo da média estadual e nacional, e que os domicílios dependem em grande parte de fontes alternativas como poços rasos e cacimbas. A situação reflete as dificuldades de infraestrutura e gestão de esgotamento sanitário no município, onde muitos domicílios não contam com sistemas adequados de coleta e tratamento de esgoto.
Especialistas em saúde pública e saneamento alertam que a má destinação de águas residuais pode contribuir para a proliferação de vetores de doenças e comprometer a higiene urbana, especialmente em locais com serviços de esgoto limitados. Estudo da Organização Mundial da Saúde indica que a falta de acesso a saneamento básico adequado está associada a riscos significativos para a saúde, podendo contribuir para a ocorrência de doenças transmitidas por água e condições precárias de higiene.
A própria infraestrutura de saneamento em Porto Grande registra lacunas importantes: embora exista alguma informação sobre abastecimento de água e drenagem de águas pluviais, não há dados atualizados sobre coleta de esgoto no município, e políticas públicas estruturadas para o setor ainda são tímidas ou inexistentes.
O prefeito Moraes reforçou que a “cidade limpa começa com a colaboração de todos” e destacou a importância de a população seguir orientações técnicas antes de realizar intervenções em seus imóveis. A iniciativa busca prevenir problemas ambientais e de saúde, promovendo uma convivência urbana mais saudável e sustentável.

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