A Prefeitura de Porto Grande, por meio da Divisão de Endemias e da Secretaria Municipal de Saúde, está realizando o Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti (LIRAa), uma das principais ferramentas utilizadas no país para medir o nível de infestação do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. A ação, que ocorre em diversos bairros do município, segue até quinta-feira, 12 de fevereiro, com agentes de endemias visitando residências e áreas previamente selecionadas.
O LIRAa tem como objetivo identificar os principais criadouros do mosquito e apontar as regiões com maior risco de transmissão das doenças. A partir dos dados coletados, a Secretaria de Saúde consegue planejar e intensificar ações de prevenção e controle, como mutirões de limpeza, aplicação focal de larvicidas e campanhas educativas. Segundo o Ministério da Saúde, esse levantamento é essencial para orientar estratégias mais eficazes e reduzir a circulação do vírus, especialmente em períodos de maior incidência das arboviroses.
Durante as visitas, os agentes verificam quintais, caixas d’água, calhas, vasos de plantas, garrafas e outros recipientes que possam acumular água parada. A Prefeitura reforça que a colaboração da população é fundamental para o sucesso do trabalho. Permitir a entrada dos profissionais e adotar medidas simples em casa, como eliminar possíveis criadouros, faz diferença direta na proteção da saúde coletiva.
Porto Grande, assim como outros municípios do Amapá, enfrenta desafios recorrentes no controle do Aedes aegypti, agravados pelo clima quente e chuvoso da região. De acordo com dados da Secretaria de Vigilância em Saúde, a maior parte dos focos do mosquito é encontrada dentro das próprias residências, o que torna a participação dos moradores ainda mais decisiva.
A gestão municipal destaca que o enfrentamento às doenças transmitidas pelo mosquito não depende apenas do poder público, mas de um esforço conjunto entre governo e comunidade. A orientação é que qualquer foco identificado seja eliminado imediatamente e que a população fique atenta aos sintomas das doenças, procurando a unidade de saúde mais próxima em caso de suspeita. A união de esforços é apontada como o caminho mais eficaz para manter Porto Grande protegida e reduzir os riscos à saúde da população.