O senador Randolfe Rodrigues anunciou que o Porto do Povo, em Santana, também passará a receber pequenas e médias embarcações. A medida amplia o alcance do terminal hidroviário e busca atender diretamente catraieiros, donos de voadeiras, lanchas e trabalhadores que utilizam o rio como principal meio de transporte, sustento e circulação de mercadorias.
Em publicação nas redes sociais, Randolfe afirmou que “porto bom é porto que atende todo mundo” e destacou que a estrutura deve garantir que quem vive do rio continue trabalhando e movimentando o comércio local. O senador também associou a iniciativa à parceria com o prefeito Bala Rocha, citando o objetivo de fazer Santana avançar e gerar mais oportunidades para a população.
Inaugurado em 30 de janeiro de 2026, o Porto do Povo é considerado o primeiro terminal hidroviário de passageiros de Santana em quase 70 anos. A obra foi executada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, com recursos do Governo Federal e articulação política de Randolfe Rodrigues. A Prefeitura de Santana também participou do processo, especialmente na liberação e concessão da área onde o equipamento foi construído.
Classificado como Instalação Portuária Pública de Pequeno Porte, o terminal ocupa cerca de 4 mil metros quadrados e foi planejado para operar durante todo o ano, mesmo com as variações do nível das águas. A estrutura conta com prédio climatizado, salão de espera, guichês de passagens, salas administrativas, lanchonetes, banheiros, estacionamento e área externa de contemplação.
A inclusão de pequenas e médias embarcações reforça a função social e econômica do porto, especialmente em uma cidade marcada pela relação histórica com o Rio Amazonas. Além de melhorar as condições de embarque e desembarque, a medida pode contribuir para organizar o fluxo hidroviário, fortalecer o transporte de passageiros e apoiar o comércio que depende da circulação diária entre comunidades, ilhas e centros urbanos.
Para Santana, a ampliação do atendimento representa mais do que uma mudança operacional. Trata-se de um passo para integrar a população ribeirinha à nova infraestrutura portuária, oferecendo mais segurança, dignidade e condições adequadas para quem tem no rio sua principal rota de trabalho e desenvolvimento.

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