A construção da nova Maternidade de Santana deve abrir um novo capítulo para a saúde pública do Amapá. Em publicação nas redes sociais, o senador Randolfe Rodrigues destacou o avanço do projeto e afirmou que a futura unidade vai contar com estrutura moderna, UTI obstétrica e neonatal, além de espaços voltados ao parto humanizado e ao atendimento seguro de mães e bebês. A proposta é atender uma demanda histórica da população e ampliar a rede de assistência materno-infantil no estado.
O projeto ganhou novo impulso no fim de fevereiro, quando o Ministério da Saúde autorizou oficialmente o início das obras dentro do Novo PAC Saúde. A nova maternidade será implantada em Santana como unidade de porte 1, com cerca de 8,2 mil metros quadrados e capacidade para até 100 leitos. O investimento federal previsto é de R$ 103 milhões, sendo R$ 50 milhões para a construção da estrutura e R$ 53 milhões destinados à compra de equipamentos hospitalares.
Além da promessa de atendimento mais moderno, a unidade foi desenhada para descentralizar os serviços obstétricos e neonatais, reduzindo a necessidade de deslocamento de pacientes para outras cidades, especialmente Macapá. A expectativa divulgada pelo Governo do Amapá é de que cerca de 3 mil gestantes sejam beneficiadas com a ampliação da rede. A maternidade deve contar com 54 leitos de internação, 10 leitos de UTI obstétrica, 25 leitos de UTI neonatal, centro de parto normal, centro cirúrgico com três salas, banco de leite humano, ambulatório, casa da gestante, bebê e puérpera, além de serviços de imagem, laboratório e apoio técnico.
O anúncio também ocorre em meio à reestruturação do Complexo Hospitalar de Santana. Nos últimos anos, o município já recebeu novos espaços de pronto atendimento, enfermarias e leitos de UTI vinculados à maternidade. Agora, a nova obra surge como parte de um plano mais amplo de fortalecimento da assistência à mulher e ao recém-nascido, com foco em acolhimento, segurança e cuidado integral. Para a população, a maternidade representa mais que uma obra: é a tentativa de transformar um antigo gargalo da saúde em um serviço mais próximo, resolutivo e humanizado.

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