A prefeita de Amapá, Kelley Lobato, liderou uma reunião técnica com representantes da Secretaria de Estado das Cidades, com o secretário municipal de Obras, Davi Silva, a secretária municipal de Meio Ambiente, Luciana Maciel, e o secretário especial de Governo, Delean Gonçalves, para dar início à remediação do antigo lixão municipal. Estiveram presentes também a analista de infraestrutura da SDC, Ana Ruth do Rosário, e membros da Associação dos Municípios do Amapá (AMEAP), consolidando a união de esforços entre prefeitura, governo estadual e associações regionais.
O plano de ação prevê, como medidas iniciais, a limpeza e o cercamento da área afetada, garantindo segurança pública e ambiental; a construção de um ramal de acesso com pavimentação adequada, capaz de manter a trafegabilidade inclusive durante o período chuvoso; e a implementação de soluções técnicas capazes de mitigar os danos causados pelo descarte desordenado de resíduos. A ação é parte de uma gestão integrada de resíduos sólidos, alinhada com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que estabelece a hierarquia entre prevenção, redução, reutilização, reciclagem, tratamento e destinação final adequada, priorizando a transição de lixões para aterros sanitários licenciados.
A iniciativa reflete um compromisso com o bem-estar da população e a conservação ambiental, essenciais para tornar Amapá uma cidade mais limpa, resiliente e preparada para os desafios do futuro. A transformação da antiga área de descarte em terreno controlado reduz riscos à saúde pública, como proliferação de vetores, contaminação do solo e das águas superficiais e subterrâneas, além de evitar emissões de gases nocivos e odores indesejados.
Como parte de uma estratégia mais ampla, o município se insere em um contexto de modernização da gestão de resíduos no Amapá, que já avança com a formalização do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI) em Resíduos Sólidos, financiado pelo BNDES, para encerramento progressivo de lixões em toda a rede municipal, beneficiando centenas de milhares de pessoas. A abordagem planejada inclui diagnósticos, infraestrutura, recuperação ambiental e envolvimento comunitário, visando não apenas remediar um problema histórico, mas criar bases duradouras de sustentabilidade.
Com a articulação institucional fortalecida, Amapá dá um passo decisivo em direção a uma realidade em que o ciclo de vida dos resíduos seja tratado com responsabilidade compartilhada entre sociedade, poder público e setor produtivo — um modelo de gestão que preserva o meio ambiente, promove a saúde pública e impulsiona o desenvolvimento sustentável.