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Sexta-feira, 01 de Maio 2026

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MÉDICO ENTRE A REFLEXÃO, VOCAÇÃO E MILITÂNCIA

MÉDICO ENTRE A REFLEXÃO, VOCAÇÃO E MILITÂNCIA
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 MÉDICO ENTRE A REFLEXÃO, VOCAÇÃO E MILITÂNCIA

No turbilhão de informações e opiniões divergentes da mídia e no calor decepcionante das manifestações, ainda com o ranço da pandemia, venho rever a minha trajetória de 37 anos de formação em Medicina (1980-1985), ocorrida em pleno regime militar, data que completei em 07.12.2022.

       Relutei muito em escrever esse artigo, que me fez rever posturas do período de academia (UFPa) e as decisões na vida pessoal, no momento atual.

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       Em 1986 servi o Exército, como R2 e Oficial Médico, em Clevelândia do Norte(Oiapoque). O regime militar estava no seu final, instalado em 1964, como reação à desordem institucional, inoperância do Legislativo, fragilidade do Judiciário e ameaça externa. Sou fruto desse período, chamado por muitos de “golpe militar”.

      Nesse período de faculdade participei de várias greves, do Diretório Acadêmico de Medicina, de protestos e até ocupação da Reitoria. As manifestações de rua pediam eleições (“Diretas Já”) e a redemocratização do país, o que não ocorreu. Paralelo a essa formação e convivência universitária, me engajei na Ação Católica, atuando na Pastoral da Juventude (1980-1984) e depois, já em Macapá, na Pastoral da Saúde.

      Acompanhei a retomada do poder pelos civis, através da eleição indireta de Tancredo Neves, numa ampla aliança das esquerdas (PMDB). Com sua “morte prematura”, o cargo foi ocupado pelo vice José Sarney, quando na realidade deveria ter havido outra eleição.

Comparando com a conjuntura atual, estamos passando pela mesma situação pré-1964, com crise político-institucional, inercia do Parlamento, interferência e supremacia do Judiciário, o descredito do sistema eleitoral e representativo, situação essa colocada em xeque pelas manifestações.

Minha formação acadêmica na década de 1980, junto com a convivência comunitária e nas pastorais, me ajudou a fazer análise de conjuntura e, ao mesmo tempo, fortalecer a espiritualidade. Por anos prevaleceu a visão crítica  de cristão engajado nas comunidades (CEBs).

Estudei a fundo as Escrituras, Documentos Eclesiais e Encíclicas papais ( Paulo VI e João Paulo II). Nunca li “O Capital” de Karl Max .    

Essa consciência crítica da realidade (histórica e geopolítica), à luz da fé cristã e da Palavra de Deus, me fez rever, perceber e questionar as discordâncias entre fé e política, entre vocação profissional e militância. Não que tenha renegado a experiencia de vida, de doação da profissão (voluntariado), do tempo livre e até da renda, na ajuda aos mais necessitados, mas como uma visão menos ideológica e mais cristã. Muito dos meus pares permaneceram na visão exclusivamente ideológica.

Prevaleceu, acima de tudo, a espiritualidade, sem deixar de lado a religiosidade. A fé superou às crenças e contradições nas pessoas, que antes admirava, e, hoje, envolvidas em atos ilícitos e denúncias de corrupção política. Em função disso abandonei a militância partidária. Não mais tolerei a demagogia, incoerência e falsidade das mentes e das promessas ilusórias.

Hoje, como sempre, mantenho meu espírito de contestação, onde o Médico deixou um pouco a formação para se transformar em cidadão; o homem em humanista; o politico em manifestante; o servidor em usuário; o orgulhoso em tolerante; o corporativista em democrata; o socialista em cristão.

Houve uma mudança não radical, mas de paradigma e de visão de mundo, onde não cabe mais as banalidades, arrogâncias e futilidades mundanas. Meu carisma cristão se aperfeiçoou, numa mescla de vocação, trabalho e profissão. Me desculpem quem me conheceu e conviveu comigo antes, mas não sou mais aquele, no íntimo, na mente e no coração.  

 

O ALVORECER DE UM NOVO HOMEM: POESIAS/CRÔNCAS

NO MEIO DO MUNDO No meio dos rios. No meio das matas. No meio dos raios solares. No meio do ar puro. No meio do mundo. Estamos no meio do mundo Embora não percebemos o nosso valor. Temos rios, matas, riquezas e ar puro. Porque vivemos no Amapá. Porque moramos no Equador. Estamos no meio do mundo. Não interessa a classe, a religião, a cor. O importante é acreditarmos a todo segundo. Que a Amazônia é nossa. Que somos Amapaenses de valor. (Jarbas de Ataíde, 05.06.1989, Dia Internacional do Meio Ambiente. Publicada. Parte da poesia  de minha monografia de Especilaização em Plantas Medicnais, 2006)

Reinaldo Coelho

Publicado por:

Reinaldo Coelho

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