O Governo do Amapá, por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), participou de uma operação integrada de prevenção e combate a incêndios florestais no entorno da Reserva Biológica do Lago Piratuba. Coordenada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a mobilização ocorreu de 28 de outubro a 1º de novembro e contou também com a atuação da Polícia Civil do Estado.
Durante cinco dias, as equipes realizaram atividades de monitoramento territorial, fiscalização ambiental e orientação aos moradores das comunidades próximas à Unidade de Conservação. A iniciativa buscou identificar situações de risco, reforçar os cuidados com o uso do fogo e proteger a fauna silvestre, especialmente os quelônios, que dependem da preservação dos ambientes naturais para sua reprodução e sobrevivência.
Um dos principais resultados da operação foi a identificação de grandes incêndios em propriedades particulares no entorno da Reserva Biológica. A constatação ocorreu durante sobrevoos realizados com helicóptero do ICMBio, que permitiram ampliar a observação da região e localizar áreas atingidas pelas chamas.
Diante das ocorrências, a fiscalização da Sema notificou os responsáveis pelas propriedades para que apresentem esclarecimentos sobre as causas dos incêndios, as medidas preventivas adotadas e as providências tomadas para combater o fogo. A atuação também busca reunir informações que subsidiem a apuração de possíveis irregularidades ambientais.
O capitão Alex Afonso, coordenador de Fiscalização Ambiental da Sema, destaca a importância do monitoramento aéreo para ampliar a capacidade de identificação de ocorrências e direcionar o trabalho das equipes.
“Os sobrevoos permitem visualizar áreas extensas e identificar situações que exigem atenção da fiscalização. A partir dessas constatações, podemos adotar as medidas necessárias, solicitar esclarecimentos aos responsáveis e verificar se houve cumprimento das obrigações ambientais”, explica.
A secretária de Estado do Meio Ambiente, Taísa Mendonça, ressalta que a cooperação entre as instituições é fundamental para proteger áreas de relevante interesse ecológico, sobretudo durante períodos de maior risco de incêndios. “A proteção de uma Unidade de Conservação exige atuação permanente e responsabilidade compartilhada. Além da fiscalização, precisamos fortalecer o diálogo com as comunidades e estimular práticas seguras para evitar que o fogo comprometa a biodiversidade e os recursos naturais do Amapá”, destaca.
Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se