Santana se prepara para receber, em novembro, o Festival do Açaí, evento que vai reunir gastronomia, cultura, tradições e empreendedorismo em torno de um dos produtos mais representativos da Amazônia.
A programação foi anunciada pela Prefeitura de Santana como uma oportunidade para valorizar os sabores locais, fortalecer os pequenos negócios e ampliar o potencial turístico do município. A expectativa é reunir empreendedores, produtores, batedores de açaí, comerciantes e famílias em uma agenda voltada à celebração da cultura regional.
O açaí possui peso significativo na economia santanense. O próprio Plano Diretor Municipal destaca o fruto como um dos produtos relevantes para a geração de renda local, especialmente entre batedores e pequenos empreendedores que dependem diretamente da cadeia produtiva.
Dados do IBGE mostram que Santana registrou, em 2025, valor de produção de aproximadamente R$ 1,6 milhão somente no cultivo de açaí. No conjunto do estado, foram produzidas mais de 30 mil toneladas naquele ano, movimentando cerca de R$ 92,4 milhões.
A cadeia produtiva do fruto também vem ganhando mais espaço nas políticas públicas e nos grandes eventos do Amapá. Na Expofeira 2026, por exemplo, o Corredor do Açaí dobrou de tamanho em relação ao ano anterior e reuniu 20 estandes destinados a produtores, empresas e iniciativas voltadas ao beneficiamento e à comercialização de derivados.
Santana já desenvolve ações específicas para apoiar o setor. Em 2025, a Prefeitura entregou kits de beneficiamento de açaí e barracas para empreendedores locais, contemplando 150 beneficiários em uma iniciativa voltada à geração de renda e à melhoria das condições de trabalho.
O Festival do Açaí também se insere na estratégia turística do município. Em janeiro deste ano, Santana lançou seu primeiro Plano Municipal de Turismo e um calendário turístico e cultural, com a proposta de organizar eventos, valorizar manifestações culturais e estimular a economia ligada ao turismo.
Nesse contexto, o festival surge como oportunidade para associar identidade cultural, gastronomia e geração de renda, fortalecendo um produto que está presente diariamente na mesa dos amapaenses e faz parte da história econômica e social da região.
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