A Prefeitura de Ferreira Gomes abriu inscrições para o Programa Jovem Prefeito, iniciativa que busca aproximar adolescentes da política institucional e do funcionamento da administração municipal. Segundo a divulgação oficial, o prazo começou em 23 de março e seguiu até 27 de março, com foco em estudantes de 16 a 19 anos matriculados nas redes municipal e estadual de ensino. Os selecionados terão a oportunidade de acompanhar, durante uma semana, a rotina do prefeito e conhecer por dentro como funcionam setores, decisões e atividades da gestão pública.
A proposta ganhou respaldo formal neste mês. Em 4 de março de 2026, o município publicou a Lei Municipal nº 406/2026, que institui o Programa Jovem Prefeito no âmbito de Ferreira Gomes. Dias depois, em 13 de março, a prefeitura também publicou a Portaria nº 006/2026, criando a Comissão de Organização e Avaliação do programa, o que indica que a iniciativa saiu do campo do anúncio político e entrou na fase de execução administrativa.
A ação mira um público estratégico. Ferreira Gomes tinha 6.666 habitantes no Censo 2022, segundo o IBGE, o que torna ainda mais relevante a criação de mecanismos de formação cidadã e renovação da participação política entre os jovens. Em cidades de menor porte, programas desse tipo costumam ter impacto direto na percepção sobre o serviço público, porque permitem aos estudantes observar de perto como decisões orçamentárias, administrativas e sociais se transformam em ações concretas no município.
Outro atrativo anunciado pela prefeitura é a possibilidade de participação em uma viagem a Brasília, integrando a XXVII Marcha em Defesa dos Municípios. O evento, promovido pela Confederação Nacional de Municípios, está marcado para 18 a 21 de maio de 2026 e reúne gestores públicos de todo o país para discutir políticas, financiamento e desenvolvimento local. Ao conectar juventude e debate municipalista, o programa tenta associar formação cívica, experiência prática e aproximação com o poder público.
Mais do que uma ação simbólica, o Jovem Prefeito pode funcionar como porta de entrada para o interesse dos estudantes por cidadania, representação e controle social. Em um momento em que as prefeituras buscam renovar o diálogo com a população, Ferreira Gomes aposta na vivência direta como ferramenta de educação política.

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