A Escola Alice Santos Pimentel se transformou em picadeiro para celebrar a culminância do projeto Mês da Criança. Balões, música e muitas gargalhadas deram o tom de um encontro que reuniu estudantes, educadores e famílias em torno de uma ideia simples e poderosa: a infância precisa ser vivida com arte, cuidado e oportunidade. A festa teve a animação dos palhaços Tio Samuca e Cia, distribuição de lembranças e brincadeiras que ocuparam pátio e salas, convertendo a rotina escolar em um dia de magia.
Mais do que um evento festivo, a proposta integrou atividades planejadas ao longo de outubro, mês em que se celebra o Dia das Crianças no Brasil. Professores trabalharam jogos cooperativos, contação de histórias e oficinas inspiradas no universo do circo — malabares de papel, equilíbrio, mímica, expressão corporal — conectando ludicidade a objetivos pedagógicos como oralidade, coordenação motora e convivência. O riso virou ferramenta de aprendizagem e acolhimento, especialmente para os pequenos que estão em alfabetização.
A participação das famílias foi um capítulo à parte. Convidados a entrar em cena, pais e responsáveis compartilharam memórias de brincadeiras tradicionais e ajudaram a montar circuitos de atividades. A presença adulta dentro da escola fortaleceu vínculos e reforçou a mensagem de que o sucesso escolar depende de uma rede de apoio que começa em casa e se expande pela comunidade. Para a equipe gestora, a experiência mostrou que abrir as portas da escola amplia a confiança e melhora o engajamento das crianças.
O projeto também deu visibilidade ao trabalho cotidiano dos profissionais da educação. Planejar um “circo” na escola exigiu organização, segurança e intencionalidade: cada atração foi pensada para incluir todas as crianças, respeitar ritmos de aprendizagem e garantir acessibilidade. A entrega de lembranças, cuidadosamente preparada, funcionou como gesto simbólico de reconhecimento e pertencimento.
Ao final do dia, ficaram as fotos, os sorrisos e um compromisso renovado. A prefeitura, que apoia a iniciativa, destacou que ações lúdicas integradas ao currículo ajudam a manter a escola como espaço de proteção social, afeto e desenvolvimento. Se toda criança é um espetáculo, como lembra o nome do projeto, cabe ao poder público e à comunidade garantir que o palco esteja sempre montado: com professores valorizados, famílias presentes e políticas que mantenham a alegria como direito e a educação como prioridade.
