BBB e A Fazenda – Abuso no consumo de álcool
“É maconha? Legalizaram?”


OS REALITY SHOWS EXPÕEM O)S PARTICIPANTES AO CONSUMO EXAGERADO DE BEBIDAS ALCOÓLICAS CAUSANDO CENAS BIZARRAS E ABUSOS PSICOLÓGICOS (CENAS DO BBB E DE A FAZENDA

Vídeo onde a ex-participante do BBB21 Karol ComK aparece tragando uma bituca de cigarro semelhante a um ‘baseado’ de maconha viraliza nas redes sociais e assusta a sociedade, que se escandaliza com cenas surreais de efeitos do uso de bebidas alcoólicas nas festas dos Reality Shows A Fazenda e BBB .
Reinaldo Coelho
Um vídeo em que a ex-BBB21, da Rede Globo, a cantora Karol Conká, aparece fumando um cigarro de palha suspeito tomou conta das redes sociais. Na imagem, Conká aparece fumando a bituca do cigarro, o que fez muita gente acreditar que poderia se tratar de uma droga ilegal no país. No início do programa, a mesma desconfiança aconteceu, mas, à época, dentro da própria casa. A participante Camilla de Lucas se assustou quando viu João Luiz com um cigarro na mão.
“É maconha? Legalizaram?”, disse aos risos.
Informações de quem acompanha o desenrolar do reality show global, é um cigarro de palha, que é utilizado pelo também cantor Fiuk.
Mesmo não sendo um verdadeiro cigarro da maconha, e uma campanha internacional, que proíbe a propaganda de cigarros e o seu consumo em novelas, inclusive com muitos apresentadores e artistas que tem o vício do fumo, não o fazerem em público, nem postarem imagens com o uso de cigarros. O que é importante para travar seu consumo pela população que os tem como ídolos e exemplo.
Em 2007 uma situação semelhante ocorreu entre os participantes Bruno e Diego Alemão. Um vídeo retirado do site YouTube - postado por quem tem o pay-per-view do programa - mostra os participantes Diego Alemão e Bruno, já eliminado, fingindo fumar maconha (confira aqui o vídeo).
Em nota, a Central Globo de Comunicação nega o consumo de qualquer tipo de droga dentro do "BBB 7": "É absurda a insinuação de que há consumo de maconha no programa Big Brother Brasil. Obviamente os participantes não têm acesso a drogas ou a qualquer outro tipo de substância ilícita na casa. Os participantes fumantes possuem uma cota de cigarros, posta à venda nos mercados de segunda-feira. Como esta cota não é reposta até a compra seguinte, alguns participantes juntam sobras de tabaco e montam novos cigarros”, diz a nota do canal, na íntegra.
Bebidas alcoólicas em cascata
Anualmente, 3 milhões de pessoas morrem no planeta em consequência do consumo abusivo de bebida alcoólica. A informação é da Organização Mundial da Saúde (OMS). A mesma entidade afirma que no Brasil há 4 milhões de alcoólatras. De acordo com levantamento do Ministério da Saúde, cerca de 19% dos brasileiros (o equivalente a 40 milhões de pessoas) chegam eventualmente ao BPB (beber pesado episódico), o conhecido porre ocasional.
Esses índices ressaltam a importância de não estimular por meio da TV o uso excessivo de álcool. Justamente o contrário acontece nos programas mais visto do momento na rede abertas, o BBB da Rede Globo e o A Fazenda da Rede Record.
O Reality Show Big Brother Brasil (BBB) produzido pela Rede Globo de Televisão e a Fazenda da Rede Record, vem fazendo apologia de alto consumo de bebidas alcoólicas, gerando aos mais fracos potencialidades de agressões e discussões, e muitas vezes abusos e palavrões. Trazendo problemas de saúde a quem não está acostumado ao consumo. Mas, a coordenação e direção do programa, essa situação traz ibope pro programa,
Desde do BBB 20 essas situações foram motivo de comentários nas redes sociais, e por um motivo bem inusitado. Mais de três meses depois da final do reality show, o Ministério da Justiça e Segurança Pública divulgou um relatório em que discorre sobre os acontecimentos do programa, apontando amostras de apelo sexual, drogas lícitas, linguagem chula ou obscenidade. Parece até piada, mas não é.
O MJSP se preocupa com a exibição de “drogas” durante o BBB. Babu Santana, por exemplo, é citado diversas vezes no relatório por aparecer em cena com um “cigarro de nicotina”. O relatório também destaca os “goles em drinques alcoólicos” que os participantes davam durante as festas.
O mais famoso reality show da Globo possui triste histórico de porres. Em uma das primeiras edições, uma participante bebeu tanto que vomitou dentro de uma abóbora. Em outra temporada, uma sister precisou ser carregada para o chuveiro. Houve até acontecimento de incontinência semelhante ao de Flay: uma competidora, de tão bêbada, fez xixi no chão do quarto. Parte do público pode achar engraçado. Outro percentual talvez se sinta estimulado, por diferentes motivações, a beber também — e aí está o perigo de uma influência nociva por parte da televisão.
Na teledramaturgia, a Globo abordou o abuso de álcool e o alcoolismo de maneira exemplar. Personagens como a Heleninha Roitman (Renata Sorrah) de Vale Tudo, o Orestes (Paulo José) de Por Amor, a Santana (Vera Holtz) de Mulheres Apaixonadas e a Lídia (Malu Galli) de Amor de Mãe serviram para conscientizar o telespectador a respeito das dramáticas consequências da dependência do álcool e da importância do autocontrole.
Lamentavelmente, o Big Brother Brasil e A Fazenda fazem o contrário: exibem o consumo excessivo de bebidas alcoólicas — e seus efeitos tóxicos no corpo e na dignidade das pessoas — como se fosse mero entretenimento sem qualquer dano à vida.
