A crise é real: problemas de abastecimento de água e falta ônibus podem piorar a vida do macapaense.

A prestação de serviços por empresas estatais amapaense e do serviço de transporte coletivo de Macapá, nunca foram positivas. O abastecimento de água potável, realizado pelas privatizadas CAESA e de energia elétrica pela CEA, hoje assumidos pela Equatorial Energia e a Concessionária de Saneamento do Amapá (CSA), ainda estão dando problemas seríssimos aos amapaenses e principalmente aos macapaenses.

O serviço de transporte coletivo, há décadas sobrevive precariamente prestando serviços sofríveis aos usuários e que são a maioria dos macapaenses, com frotas velhas e com validade vencidas. Porém, os milhões de faturamentos são exitosos, mesmo com as empresas alegando preços baixos para o investirem em renovação e em manutenção, além da folha de pagamento.
ABASTECIMENTO DE ÁGUA

Moradores de diversos bairros de Macapá, inclusive o Central sofre com falta d'água há mais de dois anos. Isso se repete há décadas, porém agora a situação piorou, já se vão 15 dias direto sem águas nas torneiras. Quando chega é suja gerando transtornos a esses moradores.
Os moradores do Conjunto Habitacional Macapaba estão sofrendo com a falta de água no conjunto e isso vem acontecendo desde a inauguração do habitacional em ritmo acelerado pra beneficiar campanha política e até hoje uma solução não foi dadas

A população não aguenta mais tanto descaso com a prestação de serviço pela antiga CAESA que sempre realizou um serviço sem qualidade. Agora com a sua privatização saiu pela portas do fundo e deixando uma herança maldita para os usuários, pois, a emprese que assumiu estar tendo sanar o imbróglio herdado
A crise chegou a todos os bairros de Macapá, os moradores dos bairros Trem, Centro e Beirol estão sofrendo com o desabastecimento de água nas torneiras desde maio de 2022. Segundo a então Caesa, o problema decorre de falha em uma das principais bombas que atende a região.
“Esse problema é em razão de não termos ainda ajeitado a bomba de recuperação, mas estamos trabalhando para nesta semana normalizar o serviço no centro e bairros próximos”, explicou o então presidente.
O gestor da estatal explicou que a falta de uma bomba ocasiona perda de 33% da capacidade de fornecimento na cidade, atingindo quase todos os bairros.
“Colocamos uma bomba de menor potência para atender o centro, mas ainda assim está dificultando o abastecimento. A expectativa é recuperar a antiga bomba e normalizar o fornecimento de água nesta semana”, finalizou o presidente.
Mas, pelo resultado apresentado a crise se acetou e a bomba não foi substituída e sim recebeu uma ‘gambiarra’ e agora que a CSA assumiu a concessão a bom estourou e como explicou em nota emitida pela sua Assessoria de Imprensa, as coisas podem piorar. A Concessionária de Saneamento do Amapá (CSA), pinformou que detectou instabilidade no funcionamento da bomba que atende ao sistema de captação de água bruta do Rio Amazonas. Essa instabilidade apresenta risco iminente de interrupção no abastecimento da rede de Macapá nos próximos dias.

As equipes da CSA já estão em operação para minimizar os impactos e, em atenção aos clientes atendidos pela concessionária, a orientação preventiva, neste momento, é que seja feito o uso racional da água por meio de armazenamento em reservatórios domiciliares.
A CSA informa que já adquiriu novas peças para serem substituídas em caráter emergencial e, enquanto o serviço não for finalizado, o sistema funcionará com sua capacidade reduzida.
A CSA iniciou as operações no Amapá no dia 13 de julho deste ano e vem trabalhando em um plano de investimentos para a modernização da rede de distribuição de água e da estrutura dos sistemas existentes para diminuir as intermitências do fornecimento.
Além das equipes de campo, a Central de Atendimento da CSA continua disponível 24h no telefone 0800 086 0116 para mais informações.
Ou seja, temos de aguentar a falta de água, até a nova concessionária acelerar sus soluções com prioridades, pois o bastecimento de água é essencial para manter o dia a dia do cidadão regular e principalmente a higienização das crianças e idosos e doentes que tem essa necessidade como meio de segurança a saúde.
TRANSPORTE COLETIVO

Por volta das 19h desta terça-feira, 16, moradores do bairro Amazonas, zona Norte de Macapá, interditaram a BR 210, aproximadamente no km 6 da rodovia. A Polícia Rodoviária Federal teve que fazer um desvio na via.
Os manifestantes reclamavam que as empresas de transporte coletivo não estão adentrando ao bairro, causando transtornos à comunidade local em geral, sobremodo aos idosos, estudantes e pessoas com deficiências físicas.
Eles se recusavam a desobstruir a via, enquanto não tivessem uma garantia de que os ônibus voltariam a entrar no bairro. A PRF mantendo a ordem e a fluidez do trânsito no local, mediou diálogo entre manifestantes e representantes das empresas de transporte coletivo de Macapá e da secretaria municipal de transportes que firmaram o compromisso de manter o itinerário completo dos coletivos, passando por dentro do bairro.

Às 20h20, após mediação da Polícia Rodoviária Federal - PRF, a via foi liberada para o fluxo regular de veículos.
Essa situação do transporte público, há décadas vem sofrendo com problemas burocráticos entre o poder público municipal e as empresas concessionarias do transporte público. Sendo por licitação pública ou pelos aumentos de preços da passagem. E sempre tem sido intermediado pela justiça estadual.
Nunca uma administração da Prefeitura de Macapá, conseguiu concluir uma nova licitação de Transporte Coletivo. Sempre sendo suspensas pela justiça a pedido do Sindicato patronal. E assim vem mantendo um serviço precário, ônibus velhos e a demora em atender os usuários, que passam mais de uma hora nas paradas e tendo de recorrer ao transporte clandestino ou mototaxi e muitas vezes ao serviço de Taxi.
A Prefeitura de Macapá decretou situação de emergência no transporte coletivo da capital e vai assumir as operações em caráter emergencial e parcial. A administração justifica a ação devido à falta de ônibus na cidade em decorrência de greves e interrupções sequenciais nos serviços.
No decreto, o prefeito, Dr. Furlan (Cidadania), também destacou a necessidade de providências quanto à apuração dos atrasos de salários de motoristas e a péssima prestação de serviços por parte das empresas que tem permissão para atuar no município.
A Companhia de Trânsito de Macapá (CTMac), que representará a prefeitura neste caso, é quem assumirá a operação dos serviços de forma parcial.
“Caso haja abandono, paralisação ou suspensão do serviço, a Prefeitura de Macapá, de maneira excepcional, pode permitir que outra empresa possa atuar nas linhas que estão sob a responsabilidade das concessionárias que atuam na capital”, diz a nota que está no site da prefeitura.
Antes que ocorra a transferência das operações das linhas para a administração pública, a prefeitura assegurou que as empresas serão notificadas.
Setor tem passado por sucessivas greves
Procurado para falar sobre o assunto, o diretor presidente da CTMAC, Andrei Rêgo, não quis comentar o decreto.
Por meio de nota, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amapá (Setap) considerou que a decisão do prefeito é inconstitucional, ilegal e nula.
