Nos dias 29 e 30 de julho de 2025, o 1º Seminário de Combate a Incêndio Florestal do Amapá, promovido pelo Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Amapá (CBM/AP), reuniu cerca de 250 militares, representantes de órgãos ambientais, institucionais de saúde e técnicos de diferentes níveis para debater ações estratégicas frente ao aumento dos focos de queimadas no período de estiagem. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Oiapoque (Semmam) marcou presença no evento por intermédio do seu Departamento de Fiscalização e Monitoramento Ambiental, em conjunto com o Agrupamento da Guarda Civil Municipal (GCM), fortalecendo a articulação municipal frente às ameaças dos incêndios.
Durante o seminário, autoridades como o comandante-geral do CBM/AP, coronel Pelsondré Martins, e o coordenador do evento, major Vagner Reis, destacaram a importância do alinhamento técnico e operacional entre os diferentes níveis de governo e segmentos da sociedade civil. Os temas abordados incluíram técnicas de prevenção e combate, gestão de incidentes, uso de geotecnologias, coordenação interinstitucional, ações de educação ambiental e protocolos de saúde pública relacionados aos efeitos da fumaça e das queimadas.
A atuação da Semmam e da GCM foi considerada essencial devido ao impacto multidimensional dos incêndios florestais em Oiapoque — municípios de fronteira com ambiente sensível. A participação no seminário possibilitou a troca de experiências e conhecimentos que podem subsidiar estratégias mais integradas em meio ambiente, agricultura, saúde, defesa civil e planejamento urbano. Essa articulação está alinhada à necessidade de construir uma rede local eficiente de combate e prevenção aos incêndios.
Além disso, a etapa do seminário em Oiapoque reforça os esforços do Governo do Amapá em fortalecer sua política estadual por meio da Operação Amapá Verde, coordenada pelo CBM/AP e instituída dentro do novo Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento, Queimadas e Incêndios Florestais. Desde sua implementação, essa operação mobilizou mais de 600 militares e promoveu ações de monitoramento remoto, rondas e conscientização da população por meio de palestras em comunidades rurais.
