Com o apoio estratégico do Governo do Estado, os desfiles das escolas de samba do Amapá em 2026 já têm data para fazer história. Nos dias 13 e 14 de fevereiro, a Avenida Ivaldo Veras, o Sambódromo de Macapá, será transformada em um palco de emoção, criatividade e resistência cultural.
Sob a coordenação da Liga Independente das Escolas de Samba do Amapá (Liesap) e em parceria com a Secretaria de Estado do Turismo (Setur), a festa recebe um investimento histórico de R$ 10 milhões. O aporte, anunciado pelo governador Clécio Luís, garante que as agremiações entreguem espetáculos visuais e musicais de alto nível, consolidando o Carnaval amapaense como um dos maiores da região Norte.
A Embaixada de Samba aposta em um enredo que destaca o potencial econômico da Margem Equatorial, associando a exploração do petróleo ao progresso do Amapá. Com o título “O Ouro Negro é Meu Tesouro”, a escola propõe uma reflexão sobre desenvolvimento, geração de emprego e responsabilidade ambiental, embalados por referências religiosas e pelo orgulho da comunidade.
Já a escola Solidariedade leva para a avenida o enredo “O Tambor que Liberta – A História dos Tambores Proibidos”, exaltando a resistência do povo negro por meio da música e da religiosidade afro-brasileira. O desfile celebra os tambores como símbolos de fé, identidade, cura e libertação, relembrando a luta contra a opressão e a preservação das tradições ancestrais.
A Emissários da Cegonha mergulha no universo das crenças populares com o enredo “Uma Fascinante Viagem pelas Crendices e Superstições de um Povo: Sorte ou Azar?”. A escola transforma simpatias, amuletos e lendas do imaginário coletivo em espetáculo, ressaltando como essas práticas fazem parte da identidade cultural e do cotidiano do povo amazônida.
Com um discurso que equilibra preservação e desenvolvimento, o Império da Zona Norte apresenta “Amazonas, o que diz a tua Foz? Da preservação ao progresso!”. O enredo personifica o Rio Amazonas como fonte de vida, cultura e esperança, defendendo a união dos povos e o crescimento sustentável da região, sem abrir mão da proteção ambiental.
A Unidos do Buritizal cruza fronteiras ao apresentar “Transfronteira de Sonhos, Bem-vindo à Guiana Francesa!”. O desfile valoriza a integração cultural entre Brasil e Guiana Francesa, destacando a imigração, a diversidade cultural, o desenvolvimento tecnológico — como a base espacial de Kourou — e a preservação da floresta amazônica.
O Império do Povo aposta na força da religiosidade afro-brasileira com “Iyagba Nanã: O Brasil Começa no Mangue”. A escola reverencia Nanã Buruquê como símbolo da criação, da ancestralidade e da resistência, conectando o mangue à origem da vida, à fé popular e à identidade do povo.
Com irreverência e criatividade, o Maracatu da Favela leva à avenida o enredo “Xeque-Mate! Quem Dá as Cartas é a Favela!”. A escola usa o universo dos jogos como metáfora da vida na periferia, destacando estratégia, superação e a capacidade de vencer desafios, reafirmando o protagonismo da comunidade.
A Piratas da Batucada celebra o romantismo popular com “Na Frequência do Amor, o Ritmo é Brega!”. O desfile homenageia o brega como expressão cultural das periferias, destacando o amor, a nostalgia, os bailes e a importância do gênero musical na identidade regional.
Os Boêmios do Laguinho trazem uma narrativa bíblica adaptada à linguagem do samba com “Sodoma e Gomorra: Do Pecado à Redenção”. O enredo aborda temas como ambição, tentação, castigo e esperança, propondo uma reflexão sobre escolhas humanas e a possibilidade de recomeço.
Encerrando o conjunto de apresentações, os Piratas Estilizados exaltam a ancestralidade africana no enredo “Toque o Alujá para o Alafin de Oió”. A escola celebra os tambores sagrados, a força dos orixás e a resistência do povo negro, ressaltando a fé, a justiça e a preservação das tradições afrodescendentes.
