
A Câmara Municipal de Pracuúba vive um momento de incerteza e apreensão. Uma ordem de despejo do prédio onde funciona, sob a alegação de reforma, coloca em risco a continuidade dos trabalhos legislativos e levanta sérias dúvidas sobre a gestão do prefeito Júnior Leite.
Em entrevista, a presidente da Câmara, Lidiane Oliveira Nunes, tece duras críticas à gestão municipal e denuncia o que considera um "boicote" do prefeito ao trabalho do Legislativo. "O prédio não tem sequer Ordem de Serviço para a reforma. É um absurdo!", declara Lidiane.
Sem local para ir: "A Câmara não tem um local adequado para se instalar caso seja obrigada a desocupar o prédio atual. O orçamento é apertado e não podemos arcar com mais essa despesa", lamenta Lidiane.
Veículo parado: "Um veículo licitado para uso da Câmara está parado na Betral desde dezembro, aguardando pagamento da prefeitura. É um descaso com o dinheiro público!", denuncia a vereadora.
Pagamento negado: "Se o prefeito Junior Leite pagar o veículo que foi licitado, já aliviaria a situação financeira da Câmara ou seja seria uma despesa a menos para o Poder Legislativo, que já tem um orçamento bem apertado”, comenta a presidente.
Falta de interesse: "O prefeito não demonstra interesse em construir a nova sede da Câmara, mesmo com a verba disponível. Ele não quer que o Legislativo funcione!", afirma Lidiane.
Ameaça à democracia: "A ordem de despejo ameaça a continuidade dos trabalhos da Câmara, prejudicando a população de Pracuúba. É uma ameaça à democracia!", alerta Lidiane.
Ineficiência da gestão: "A ineficiência da gestão municipal coloca em xeque a democracia e o bom funcionamento do sistema político", adverte a presidente.
Recurso quase perdido.
“Pracuúba nunca teve Câmara de Vereadores, e só após a união de esforços de todos os vereadores que em 2022 conseguimos uma emenda parlamentar do senador Davi Alcolumbre de R$ 1, 5 milhão para a construção do prédio, que até hoje encontra se parada por irresponsabilidade do gestor. Em agosto de 2023 eu me reuni com o engenheiro onde foi me apresentado o projeto, que é lindo, porém não saiu disso”.
Detalhe: o recurso, por falta de interesse e projeto já tinha sido perdido. Mas, graças a um decreto do presidente Lula a prefeitura ganhou até o final do ano para iniciar a obra. “Na verdade, ele quer atrapalhar nossos trabalhos. Ele faz de tudo para boicotar”, conclui a vereadora.
