No domingo, o município de Oiapoque participou de uma cerimônia de entrega de 790 kits de alimentos destinados a famílias em situação de vulnerabilidade. A ação faz parte do programa “Amapá Sem Fome”, iniciativa do governo federal, por meio do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, em parceria com o governo estadual do Amapá e a Secretaria Estadual de Assistência Social (SEAS), com apoio da prefeitura municipal. Os beneficiados incluem 278 agricultores e 210 pescadores, e o evento ocorreu na quadra da Escola Estadual Joaquim Nabuco.
Estiveram presentes o ministro Waldez Góes, a secretária estadual de Assistência Social Aline Gurgel, o secretário estadual de Agricultura Héricles Noronha, o secretário estadual de Pesca Kleyton Pereira, o prefeito Breno Almeida, a secretária municipal de Assistência Social Rosileide Araújo, o presidente da Câmara Municipal Pedro Guido do Nascimento, além de vereadores, secretários municipais, lideranças indígenas e representantes da comunidade agrícola e pesqueira local. A composição reforça a articulação entre os três entes federativos e o engajamento das comunidades tradicionais de Oiapoque, município de fronteira com a Guiana Francesa.
Com aporte estimado em R$ 24 milhões, o “Amapá Sem Fome” é apontado como o maior programa de segurança alimentar da região Norte. Seu objetivo é garantir o acesso a alimentação saudável e de qualidade para famílias vulneráveis, contribuindo para a redução da insegurança alimentar e nutricional. Em Oiapoque, o foco na agricultura familiar e na pesca é significativo, considerando a presença de comunidades ribeirinhas, indígenas e populações tradicionais que dependem dessas atividades para subsistência.
O momento também simboliza o fortalecimento da cooperação institucional: a prefeitura de Oiapoque colaborou com a logística e mobilização dos beneficiários e apoiou a realização da cerimônia e distribuição dos kits. Para os agricultores e pescadores presentes, a entrega significa não apenas o recebimento dos alimentos, mas também reconhecimento do seu papel econômico e social, bem como um estímulo à produção local e ao aporte de políticas públicas que atinjam diretamente quem vive nas regiões mais remotas do estado.
Desafios ainda se impõem, especialmente no tocante à continuidade dessas ações, à logística de atendimento em áreas de difícil acesso, ao acompanhamento dos impactos na segurança alimentar e à articulação com programas de capacitação produtiva. A expectativa é de que o programa contribua para que essas famílias não só recebam auxílio emergencial, mas avancem também para maior autonomia, fortalecimento econômico e sustentabilidade. Em Oiapoque, a entrega dos 790 kits representa uma etapa relevante nessa direção.
