A Secretaria Municipal de Saúde de Oiapoque reforçou o atendimento aos moradores que precisam de consultas e exames de média e alta complexidade por meio de duas frentes complementares: o Tratamento Fora do Domicílio (TFD) e o serviço de telemedicina. Com isso, usuários do SUS que antes dependiam exclusivamente de vagas em Macapá ou até em outros estados passaram a ter mais alternativas para serem atendidos, sobretudo em especialidades com maior fila de espera, como cardiologia, neurologia, endocrinologia e reumatologia.
O TFD segue sendo o caminho para quem necessita de procedimentos que não existem no município, garantindo transporte, ajuda de custo e acompanhamento quando indicado, conforme regras nacionais aplicadas também no Amapá. Já a telemedicina, realizada com apoio técnico do Hospital Israelita Albert Einstein, permite que o paciente seja avaliado na própria unidade de saúde de Oiapoque, com um profissional local acompanhando a consulta em tempo real e o especialista, em São Paulo, emitindo laudo, prescrição ou encaminhamento. O modelo reduz deslocamentos de até 600 quilômetros até a capital e ainda desafoga a regulação estadual.
Segundo a secretaria, a combinação dessas duas políticas fortalece a atenção básica, porque o médico da unidade consegue discutir o caso com o especialista e manter o seguimento do paciente no próprio território. Isso é especialmente importante em Oiapoque, município de fronteira, de difícil acesso e com comunidades indígenas e ribeirinhas que enfrentam longas distâncias para conseguir atendimento presencial.
A expectativa da gestão municipal é ampliar o número de agendas de teleconsultas ao longo de 2025 e, ao mesmo tempo, manter o TFD para situações de alta complexidade, como cirurgias oncológicas, ortopédicas e tratamentos prolongados. Dessa forma, Oiapoque busca garantir que o direito à saúde não dependa do CEP do paciente e que a população receba cuidado qualificado sem precisar se afastar por longos períodos de sua rotina e de sua família.
