
Está nas mãos do promotor de Justiça Alison Almeida Santos Buchacher duas denúncias de perseguição política feitas contra o prefeito de Pracuúba, Júnior Leite. Os motoristas de transporte escolar Francisco de Assis dos Santos e Edielson da Silva Ramos alegam que tiveram seus contratos suspensos por não fazerem acordos políticos com o gestor. A terceira denúncia diz respeito a uma van, contratada em 2022 para o transporte escolar, mas que nunca prestou o serviço.
A primeira denúncia
Segundo consta no Processo Extrajudicial Eletrônico Nº 0000195-98.2023.9.04.0004 Francisco de Assis atuava no transporte escolar desde 2014 prestando seus serviços na Escola Ernesto Pereira Colares, e na reclamação feita ao Ministério Público ele afirma que, por não ser aliado político do prefeito, foi recentemente foi chamado para conversar com diretora da escola que lhe informou a substituição, mesmo sendo contra a vontade dela. “O prefeito deixava bem claro no município que eu já estava fora da rota escolar”, disse o motorista.
A troca, segundo a denúncia, ocorreu devido à suposta ajuda a vereadores. Ainda na denúncia, Francisco de Assis informa que diretora lhe apresentou uma alternativa que seria colocá-lo em uma rota na cidade de Tartaurgalzinho, porém não ele aceitou devido a ter toda a sua vida e trabalho no município de Pracúuba.

A segunda denúncia
Nesta reclamação, Edielson da Silva Ramos, também alega sofrer perseguição política. Ele trabalhava desde 2010 na Escola Pedro Teixeira e sem nenhuma justificativa plausível foi informado da troca de motorista.
O motivo das duas reclamações é para que o MP faça uma intervenção pois as aulas retornam na próxima semana e pode ocasionar transtornos ao próprio reclamante e a comunidade.

A terceira denúncia - Van fantasma
Tão grave quanto as duas reclamações é a denúncia anônima que consta no Processo Extrajudicial Eletrônico Nº 0000196-83.2023.9.04.0004 a acerca de supostas irregularidades em uma van que seria usada para transporte escolar na Escola Estadual Ernesto Pereira Colares.
Segundo a denúncia, desde novembro de novembro de 2022 foi realizado o contrato de serviço, porém o veículo nunca chegou a ser usado para tal finalidade e que a gerente educacional, Francinara Dias Amoras e Setor de Transportes da Secretaria de Estado da Educação (Seed) têm conhecimento, todavia, não tomaram as devidas providências.

O outro lado
A reportagem tentou ouvir o prefeito a respeito da denúncia, mas ele não se encontrava na sede do município.
