'Lockdown'
Governo do AP não descarta adotar a medida máxima após ocupação de 100% da UTI em Centro Covid
Reuniões devem terminar com adoção de medidas mais restritivas nesta segunda-feira (8). Estado atingiu a fase vermelha, mas registrou aumento de casos e ocupação de leitos.

Governo registra aumento da ocupação de leitos e de casos no AP e planeja novas medidas
O governador do Amapá, Waldez Góes (PDT), declarou, em entrevista à Rede Amazônica, que não descarta ter que adotar nos próximos dias medidas mais restritivas, como o "lockdown". Ainda nesta segunda-feira (8), uma série de reuniões deve terminar com novo decreto da pandemia da Covid-19.
O estado está na classificação de "alto risco", de sinalização vermelha, mas, segundo o governo, pode chegar à fase roxa, de "risco muito alto", a mais grave, já que a primeira semana de março fechou com aumento significativo de casos, da procura por atendimento nas unidades básicas, de internação, e ainda de óbitos.
No sábado (6), o Centro Covid do Hospital Universitário (HU), o que tem mais leitos destinados à doença, registrou 100% de ocupação da UTI.
"Com certeza nós vamos ser mais radicais nessas medidas. É necessário. Temos avaliado inclusive a situação de ‘lokdown’. Se caso nós não fizermos já pra essa semana, mas o que nós anunciarmos vai ficar bem claro que se não tiver um engajamento de todos que mude essa realidade no próximo relatório epidemiológico que vai fechar no sábado [13] é quase que inevitável que na semana seguinte a gente decrete ‘lockdown’, aquela parada geral. Então o esforço tem que ser conjunto, coletivo", declarou o governador.
O Amapá já enfrentou um lockdown em maio de 2020, quando foi determinada restrição da circulação de pessoas e veículos em formato de rodízio.
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Na última semana houve abertura de mais 15 leitos clínicos no HU, mesmo assim a UTI ficou lotada. No domingo (7), o governador iniciou reuniões para avaliar o relatório epidemiológico que indica o aumento significativo do número de casos de Covid-19 em todo o estado.
Góes segue em reunião nesta segunda-feira com os poderes públicos e prefeitos dos 16 municípios para alinhar as decisões e, segundo ele, ainda nesta segunda deve assinar novo decreto com medidas mais rígidas.
Segundo o governo, nesta segunda-feira o estado apresenta taxa aproximada de 90% de ocupação dos leitos. O governador comentou que da preocupação com possível falta de leitos clínicos, o alerta também é para a falta de profissionais da saúde, respiradores e remédios.
"Quando o Amazonas estava em crise, muitos estados estavam em condições melhores e até a medicação se encontrava mais rapidamente. Hoje todos os estados estão comprando, inclusive muitos medicamentos internacionais não podem ser entregues porque o Brasil todo está tomado pela pandemia em nível alto, com saturação dos leitos em hospitais públicos e privados", citou Góes.