O município de Cutias se prepara para viver um dos momentos mais aguardados do ano: o XXII Festival do Pirarucu, lançado oficialmente pelo prefeito Junior Mourão. A festa acontecerá nos dias 26, 27 e 28 de setembro e deve reunir milhares de moradores e visitantes em uma grande celebração da cultura, da gastronomia e do modo de vida ribeirinho, reforçando a identidade local e impulsionando a economia do município.
O Festival do Pirarucu é um dos eventos mais tradicionais do interior do Amapá, tendo como protagonista o peixe símbolo da Amazônia, conhecido como o “bacalhau da região”. Além de ressaltar sua importância cultural e ambiental, o festival destaca a culinária típica baseada no pirarucu, preparado de diversas formas e servido em barracas gastronômicas que movimentam o comércio local.
A programação costuma reunir shows musicais de artistas regionais e nacionais, apresentações culturais, torneios esportivos, feira de artesanato e o tradicional concurso da Rainha do Pirarucu. Outra marca registrada é a intensa participação popular, que transforma Cutias em um ponto de encontro de diferentes públicos e promove uma atmosfera festiva e acolhedora.
Mais do que entretenimento, o evento também é vitrine econômica. Comerciantes, agricultores, pescadores e empreendedores aproveitam os três dias para ampliar suas vendas e divulgar produtos e serviços. O festival funciona como motor para a economia local, movimentando hospedagem, alimentação, transporte e turismo.
Em paralelo à festa, há também o aspecto de conscientização. O pirarucu é uma espécie de grande valor ecológico e, por muitos anos, sofreu risco de extinção devido à pesca predatória. Atualmente, sua exploração é controlada, o que garante sustentabilidade e preservação. O festival, portanto, também se apresenta como espaço de reflexão sobre o uso responsável dos recursos naturais e a importância de práticas de manejo sustentável.
Com a contagem regressiva iniciada, a expectativa cresce a cada dia. O XXII Festival do Pirarucu promete ser não apenas um evento de lazer, mas também um marco de valorização cultural e fortalecimento econômico, reafirmando o papel de Cutias como guardiã de uma das tradições mais vibrantes do Amapá.
