No último final de semana foi de festa nas aldeias Santa Isabel e Espírito Santo, em Oiapoque. A Prefeitura, em nome do prefeito Breno Lima de Almeida, levou a Caravana da Alegria para dentro das comunidades, com jogos, contação de histórias, música, pintura facial e distribuição de brinquedos. A proposta foi simples e potente: garantir um dia de lazer e convivência para as crianças indígenas, valorizando suas culturas e fortalecendo vínculos com as equipes municipais.
As duas aldeias integram a Terra Indígena Uaçá, área tradicional do Oiapoque onde vivem povos como os Karipuna, Galibi-Marworno, Galibi Kali’na e Palikur. Ao chegar a esses territórios, a iniciativa dialoga com demandas históricas: assegurar o direito à infância com acesso a esporte, brincadeira e atividades educativas, respeitando a língua, os costumes e a organização comunitária. Lideranças locais acompanharam a programação e destacaram a importância de ações que somem alegria e cuidado.
A Caravana foi pensada como um mutirão intersetorial. Enquanto recreadores conduziam as brincadeiras, equipes de assistência social e saúde abriram espaço para orientar famílias sobre documentação, vacinação e serviços disponíveis no município. Essa integração permite identificar crianças sem registro civil, atualizar caderneta de imunização e encaminhar casos que precisam de atenção contínua, inclusive no campo da saúde mental e do desenvolvimento infantil.
Em um território de grandes distâncias e acesso desafiador, levar a estrutura do poder público até as aldeias reduz barreiras e amplia a sensação de pertencimento. A presença de educadores e agentes culturais contribui para valorizar expressões locais — dança, canto, artesanato — e inspira novas rodas de leitura e oficinas com jovens e professores. Para as famílias, o efeito imediato é a ocupação qualificada do tempo livre, com segurança e mediação cultural.
A prefeitura afirma que o calendário da Caravana seguirá contemplando outras comunidades, com foco em datas simbólicas e períodos de maior presença das famílias nas aldeias. A meta é consolidar um circuito de atividades que una lazer, cidadania e proteção social, respeitando as especificidades de cada povo e fortalecendo a rede de proteção à infância.
No balanço do dia, ficaram os risos, as fotos em grupo e a promessa de retorno. Em Santa Isabel e Espírito Santo, a Caravana da Alegria mostrou que políticas públicas também se fazem com acolhimento, escuta e celebração, aproximando o município das comunidades e reafirmando o direito de todas as crianças a crescerem com dignidade, cultura e brincadeira.
