O segundo dia do V Arraiá da Prefeitura de Macapá, iniciou com apresentações de três quadrilhas ainda do grupo tradicional. O local foi tomado pelo público que lotou as arquibancadas e todo o entorno da pista de apresentação, na Praça Jacy Barata.
Abrindo a noite, o grupo Rosa Branca Açucena, chegou trazendo a temática “Açaí: o ouro negro da Amazônia” e usou as cores do fruto em sua endumentária.
Seguindo o cronograma de apresentações, o grupo Os Descendentes do Matuto, subiram no palco da Jacy Barata com a o tema “Marias do Brasil, em uma jornada de força e paixão”, fazendo homenagem a todas as mulheres do Brasil, sendo elas famosas ou não, tendo como ponto alto da apresentação, uma homenagem a Maria da Penha, protestando contra a violência contra mulher.
Fechando as apresentações do grupo tradicional, diretamente do bairro São Lázaro, subiu ao palco o grupo Os Bagunçados dos Matutos, com o tema “Do milharal, o espantalho cria vida e vem brincar com os bagunçados nesse São João”, com as damas representando o milharal e os cavalheiros os espantalhos.
A segunda noite do V Arraiá da Prefeitura de Macapá, também marcou o início das apresentações das quadrilhas da categoria Estilizada. Os torcedores dos grupos juninos movimentaram a quadra, com muitos gritos, aplausos e apitos, incentivando a quadrilha do coração.
De acordo com a diretora-presidente da Fundação Municipal de Cultura (Fumcult), Alegna Teixeira, foi mais uma noite de grandes espetáculos e muita emoção na arena junina.
“Assim como passaram os grupos tradicionais, hoje começam os estilizados, que trazem ainda mais brilho para a quadra junina. Essa noite é muito esperada pelos componentes dos grupos, e é uma satisfação ver toda essa evolução que eles apresentam”, destacou Alegna Teixeira.
Abrindo oficialmente a competição dos grupos estilizados, a quadrilha Renovação Junina chegou entregando muita cor, mas acima de tudo, sabor, com a temática “O banquete junino, renovação trás na culinária, o sabor do São João”, trazendo a valorização das comidas típicas das festividades juninas.
O segundo grupo estilizado, chega contando um pouco sobre a lenda de Mani, o grupo O Lar do Sertão, trouxe a temática “Mani é tempo de florecer”, com seus 45 pares caracterizados predominantemente de verde, entregaram, cor, dança e muita empolgação.
O coreógrafo do grupo Diego Morais, ressaltou a importância de falar sobre as raizes regionais.
“Mani foi uma índia branca, mandada por Tupã, oferecida em sacrifício, e em troca ela vira o fruto que volta o alimento pra tribo, e através dessa lenda, a gente começa a contar sobre as iguarias que são feitas a partir da mandioca, como a farinha, tucupi e o tacacá”, pontuou.

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