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Quinta-feira, 07 de Maio 2026

Notícias/Economia

PEDRA BRANCA DO AMAPARI AGRICULTORES DENUNCIAM MINERADORA TUCANO

Dezenas de famílias de antigos agricultores que vivem a aproximadamente trinta anos na região da Serra de Canga

PEDRA BRANCA DO AMAPARI AGRICULTORES DENUNCIAM MINERADORA TUCANO
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PEDRA BRANCA DO AMAPARI
AGRICULTORES DENUNCIAM MINERADORA TUCANO

 

Controladora Great Panther divulgou atualizaçãodos planos de exploração da mina de ouro Tucano, no Amapá

 

“Reclamam que referida Mineradora adentrou em suas antigas posses rurais sem autorização expressa, conforme exige o Código de Mineração Brasileiro e passaram a causar diversos danos no terreno, nas suas atividades corriqueiras e modo de vida singular no interior da floresta amazônica”, Dr. Genivaldo Marvulli.

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Reinaldo Coelho

 

Dezenas de famílias de antigos agricultores que vivem a aproximadamente trinta anos na região da Serra de Canga, em Pedra Branca do Amapari-AP, denunciam a Mineradora “MINA TUCANO LTDA”, braço no Brasil da grande mineradora canadense “GREAT PANTHER MINING”, da prática de diversas ilegalidades. 


A editoria do Jornal dos Municípios Ap, procurou aprofundar a base das denúncias e procurou o advogado das famílias denunciantes. Nos atendeu Dr. Genivaldo Marvulli, especialista nos temas, contratado por tais famílias.


O advogado Marvulli declarou que: “Reclamam que referida Mineradora adentrou em suas antigas posses rurais sem autorização expressa, conforme exige o Código de Mineração Brasileiro e passaram a causar diversos danos no terreno, nas suas atividades corriqueiras e modo de vida singular no interior da floresta amazônica”.


Essas famílias denunciam que referida mineradora promoveu a derrubada de quantidade considerável de árvores de grande porte da mata existente nos terrenos rurais e que até então era por eles mantidos e preservados para fins sustentáveis do uso da floresta e seus recursos.


Reclamam que a mineradora enviou para o terreno dezenas de funcionários; só de operadores de motosserras contaram trinta homens a poucos dias atrás; que chegaram cortando tudo e destruíram a floresta amazônica que tanto preservaram. 
Que a mineradora entrou sem autorização escrita e abriram diversos ramais de estradas com maquinário pesado; inseriram grandes máquinas de sondagem e fizeram centenas de buracos nos terrenos de referidos posseiros rurais; denunciam ainda os agricultores que possuem processos administrativos de regularização fundiária antigos nos órgãos de terras do Amapá,  mas que estes processos não tramitam para favorecer as grandes empresas; reclamam que não foram respeitados como pessoa humana; mesmo sendo famílias antigas que viviam em harmonia com a floresta amazônica; 


Sendo eles  pequenos agricultores, ribeirinhos, pescadores e extrativistas, considerados como população tradicional e gente humilde do local, fato público e notório na comunidade, com modo de viver próprio e singular, integrados com a natureza nesta parte da Amazônia, tão cobiçada por mega companhias mineradoras. 


O senhor Jorge Miranda de Freitas é o ancião líder  dessas famílias e, já velho nos relata com voz embargada e os olhos cansados e marejados de lágrimas: 


“O que vai ser nós doutor, nossos antigos parentes e amigos descobriram esse ouro na terra e agora aparece essa grande mineradora passando por cima de nós como se a gente não existisse, o que será da minha família meus filhos e netos, que estamos sendo engolidos por essa mineradora?  Seus funcionários estão dentro de nossos terrenos e nos disseram que nós seríamos indenizados, mas nunca mais deram resposta. Estamos desesperados” - conclui o bom pai de família, e arremata fazendo uma trágica comparação:

“Na mata tem o tucano, é uma ave que come de tudo, inclusive pequenos animais, seres vivos da floresta; o que me resta, é o canto triste do uirapuru, até que seja feito justiça doutor.”.

A editoria do jornal dos Municípios, estará com uma equipe no município de Pedra Branca do Amapari e agendara um encontro com a Prefeita Beth Pelaes, onde será apresentado essa denúncia e o seu posicionamento sobre essa pauta, ao mesmo tempo que visitara o escritório da Minerado Tucano na sua sede em Pedra Branca .

MPF E TAC 


Mineradora Tucano iniciou cumprimento de TAC de R$ 8 milhões celebrado com o MPF em janeiro de 2021.
Composição (TAC) celebrado com o Ministério Público Federal (MPF), a empresa Mina Tucano entregou, na sexta-feira (15), mil cestas básicas à Cáritas Diocesana de Macapá (AP). A remessa faz parte do compromisso assinado pela mineradora que deve destinar, num período de 3 meses, mais de R$ 2 milhões em gêneros alimentícios a serem doados para comunidades carentes. Homologado pela Justiça Federal em dezembro de 2020, o TAC busca indenizar graves danos provocados pela atividade minerária a sítios arqueológicos localizados em Pedra Branca do Amapari (AP).

No total, cerca de 18 mil cestas básicas devem ser entregues a famílias dos municípios de Pedra Branca do Amapari e Serra do Navio e da região metropolitana de Macapá. Além dos alimentos, o acordo também prevê que a empresa Mina Tucano invista cerca de R$ 6 milhões, até o final de 2021, em medidas socioambientais, que incluem promoção da educação e capacitação da população de Pedra Branca e Serra do Navio.

Até junho deste ano, as medidas socioambientais que vão receber esses recursos serão definidas de forma consensual entre o MPF e a mineradora. Caso a definição não ocorra no prazo, a empresa Mina Tucano, para fins de cumprimento da obrigação assumida, deve depositar judicialmente os valores acordados.
A empresa Mina Tucano 
A 200 km de Macapá, no Amapá, a Mina Tucano soma aproximadamente 3,4 milhões de onças de ouro em recursos minerais e 1,47 milhão de onças em reservas.
Em maio, a Beadell descobriu duas novas áreas com potencial para exploração de ouro na mina Tucano. Na maior delas, foi identificada a quantidade de até 22,5 gramas de ouro por tonelada. Na época, a previsão era explorar na região 3,4 milhões de onças, unidade de massa usada para medir a produção de minério. Cada uma equivale a 28 gramas.
Apesar de a mina ter sido comprada há oito anos, as operações iniciaram somente em 2012, quando foram concluídas as estruturas de instalação, o que a tornou a terceira maior mina de exploração de ouro do Brasil, segundo a empresa. A mina tem uma área de aproximadamente 2,5 mil quilômetros quadrados.
A Mina Tucano é uma subsidiária da Great Panther Mining Limited, uma nova empresa intermediária de mineração e exploração de metais preciosos listada na Bolsa de Valores de Toronto negociada sob o símbolo GPR, e na NYSE American sob o símbolo GPL. Opera três minas, incluindo a Mina de Ouro do Tucano, no estado do Amapá, e duas minas principais de prata no México: o Complexo de Minas de Guanajuato e a Mina de Topia. A Great Panther também está avaliando o reinício do projeto Coricancha no Peru.

 

Reinaldo Coelho

Publicado por:

Reinaldo Coelho

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