Desde 2023, mais de 5 mil amapaenses foram contemplados com a transposição para o quadro de pessoal da União, afirmou o senador Randolfe Rodrigues, um dos principais articuladores do processo que está em curso no estado do Amapá. A transposição é um mecanismo que integra servidores públicos estaduais ao regime da administração federal, assegurando vínculos e benefícios regulados pela legislação nacional e prometendo maior estabilidade e proteção social aos trabalhadores envolvidos.
O senador tem utilizado as redes sociais e aparições públicas para reforçar que essa conquista representa uma luta histórica e acompanhada de perto desde o início do atual ciclo de inclusão. Segundo ele, o trabalho não se limita à mera mudança de remuneração, mas busca reconhecer o direito de quem serviu ao estado por anos, muitas vezes em condições precárias, garantindo que esses profissionais “tenham seus direitos reconhecidos”.
O avanço da transposição no Amapá tem sido marcado pela publicação de portarias com listas de servidores que passam a integrar a folha de pagamento da União, mesmo continuando a atuar no estado. Em 2025, por exemplo, foram publicadas portarias que incluíram cerca de 390 nomes, entre enquadramentos diretos, revisões de posicionamento e atendimentos a recursos administrativos, consolidando o impacto do processo na vida de centenas de famílias.
A transposição no Amapá está prevista nas Emendas Constitucionais 79 e 98, que tratam da integração de servidores de antigos territórios federais ao quadro de pessoal da administração pública federal. A medida não só busca reparar distorções históricas como também alavancar a economia local ao transferir encargos salariais do estado para a União, com reflexos potenciais nas finanças públicas regionais.
Autoridades e beneficiários têm celebrado o processo como uma realização de sonhos e uma conquista de direitos. Em eventos e encontros, Randolfe Rodrigues destacou seu compromisso com a continuidade da transposição, afirmando que seguirá “fazendo o possível e o impossível” para que mais trabalhadores sejam alcançados. A expectativa de lideranças políticas e servidores é que o avanço continue, ampliando o alcance da transposição e fortalecendo a estabilidade funcional no Amapá.
