Macapá ganhará um novo equipamento cultural no coração do centro administrativo: o Teatro João Batista de Azevedo Picanço. A iniciativa, anunciada pelo senador Randolfe Rodrigues, destina R$ 2,5 milhões em emenda para a obra a ser executada pelo Governo do Amapá, com previsão de inauguração no primeiro semestre de 2026. O projeto ressignifica o atual Centro de Difusão Cultural Azevedo Picanço, aberto em 1981 na Avenida Fab, 86, área servida por secretarias estaduais e com fácil acesso ao transporte público. A requalificação promete recolocar a cultura no eixo central da cidade, aproximando público, artistas e gestão.
A transformação vai além da reforma predial. O novo teatro deve receber palco e plateia adequados para artes cênicas, música e dança, com acústica, iluminação cênica e acessibilidade integral, atendendo demanda antiga de grupos locais. A medida dialoga com a trajetória do imóvel, que já abrigou convenções, mostras e formaturas, e com o histórico legal que, no início dos anos 2000, previu um teatro experimental no mesmo espaço. Ao consolidá-lo como casa de espetáculos, o governo pretende ampliar a circulação de companhias, qualificar a agenda de eventos e criar melhores condições de formação técnica e artística.
O impacto esperado não é apenas simbólico. Com equipamentos adequados, a economia criativa local tende a ganhar fôlego: produtores com mais datas disponíveis, técnicos e artistas com oportunidades de trabalho contínuas e maior atratividade para temporadas e festivais. A obra também converge com outras frentes da capital, como a construção do primeiro teatro municipal na esquina da Avenida Fab com a Rua Cândido Mendes, ampliando a rede de palcos e diversificando a oferta cultural.
Batizado em homenagem a João Batista de Azevedo Picanço, referência histórica na formação de uma família de forte atuação pública no estado, o novo teatro nasce com vocação multifuncional. A expectativa é que funcione como polo de oficinas, residências e projetos educativos, conectando escolas, coletivos e instituições. Se cumprido o cronograma, Macapá iniciará 2026 com um equipamento capaz de irradiar arte e fortalecer a ocupação cultural do centro, transformando uma edificação simbólica em motor de desenvolvimento urbano, memória e pertencimento.
