O senador Randolfe Rodrigues (Rede-Sustentabilidade) passou a sexta-feira em intenso diálogo com pescadores dos municípios do Amapá, em evento realizado na sede da Colônia de Pescadores do Perpétuo Socorro, no bairro de Macapá. A reunião — considerada estratégica por representantes das comunidades pesqueiras — teve como foco ouvir as principais demandas e reforçar compromissos legislativos voltados ao fortalecimento da pesca artesanal, setor tradicional da economia local.
Segundo publicação do senador nas redes sociais, o encontro também tratou de encaminhamentos e direitos que impactam diretamente os pescadores e pescadoras que dependem dessa atividade para sua subsistência. O parlamentar ressaltou a importância de manter o diálogo aberto com as colônias e entidades representativas para construir políticas públicas mais eficazes para o setor.
A pesca artesanal no Amapá é uma componente relevante da vida econômica e cultural do estado. Dados da Federação dos Pescadores e Aquicultores do Estado do Amapá apontam que cerca de 15 mil pescadores estão filiados às colônias regionais, distribuídos em 21 unidades associativas que operam nas diversas bacias de rios e áreas costeiras do estado. Esses trabalhadores possuem profundo conhecimento sobre o comportamento dos rios, das marés e dos ecossistemas, integrando saberes tradicionais à economia familiar e comunitária.
Durante o encontro no Perpétuo Socorro, que segundo informações divulgadas pelo senador deve abrigar também o futuro Museu da Pesca, foram reafirmados compromissos de apoio institucional e busca de recursos para projetos que possam melhorar infraestrutura, comercialização e segurança jurídica da atividade. A iniciativa coincide com outras ações recentes do parlamentar em apoio ao setor, como a destinação de emendas para melhorias na cadeia do pescado e em equipamentos e espaços voltados à comunidade pesqueira em Santana, incluindo recursos para a Casa do Pescador.
Especialistas destacam que a pesca artesanal enfrenta desafios estruturais, como a necessidade de acesso a crédito, logística de escoamento da produção e políticas de inclusão no mercado formal, além da necessidade de garantir acesso ao seguro-defeso, benefício social que protege os pescadores durante períodos em que a pesca é proibida para permitir a reprodução das espécies.
O encontro reforça o papel dos representantes políticos e das colônias em articular soluções integradas que valorizem a pesca artesanal como vetor de desenvolvimento sustentável no Amapá, ao mesmo tempo em que reconhece e preserva a cultura ribeirinha e tradicional que caracteriza grande parte da população local.
