Uma reivindicação antiga de policiais militares e bombeiros do ex-Território Federal do Amapá avançou de forma decisiva em 2025: a equiparação salarial com os militares do Distrito Federal, acompanhada de um reajuste considerado histórico. A conquista foi celebrada pelo senador Randolfe Rodrigues, que relatou ter recebido coronéis das forças de segurança e destacou que a categoria encerra o ano com aumento de 23%, fruto de negociação com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O avanço ganhou forma a partir de tratativas em Brasília, que envolveram representantes da categoria e o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos. Em outubro, o governo federal assinou um termo de acordo que estabeleceu o reajuste e a equiparação para policiais militares e bombeiros dos ex-territórios do Amapá, Rondônia e Roraima, medida que vinha sendo debatida há décadas e dependia de ajuste orçamentário e de encaminhamentos legais.
A discussão ganhou ainda mais peso político no Senado, onde líderes como Davi Alcolumbre também repercutiram o tema, classificando o aumento como um marco para os profissionais que atuaram sob a estrutura federal nos antigos territórios. A equiparação não se restringe apenas ao reajuste direto nos vencimentos: negociações incluíram benefícios associados ao modelo remuneratório do DF, ponto considerado decisivo para consolidar a paridade de forma mais ampla.
Além do impacto imediato no contracheque, a medida tem efeito simbólico e administrativo: reforça o reconhecimento de carreiras que, mesmo integradas à União em parte de sua história, conviviam com distorções salariais em comparação com forças de referência nacional. Para o Amapá, o reajuste chega em um momento em que o debate sobre transposição e valorização do serviço público federal segue ativo, com parlamentares defendendo novas etapas de enquadramento e correção de desigualdades.
Randolfe atribuiu o resultado a “diálogo, compromisso e muito trabalho” e afirmou que a articulação política foi determinante para viabilizar a decisão. Para os militares beneficiados, o fechamento de 2025 com o reajuste representa não apenas alívio financeiro, mas o desfecho de uma espera prolongada por reconhecimento formal e equivalência salarial.

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